Brasil Transferência
Deputado Chiquinho Brazão é transferido para presídio federal em Campo Grande
Seu irmão, Domingos Brazão, também foi transferido hoje para o Presídio de Porto Velho, em Rondônia
27/03/2024 10h32
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

O deputado federal Chiquinho Brazão, detido no último domingo (24) durante uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Marielle Franco, foi transferido na manhã desta quarta-feira (27) para o Presídio Federal de Campo Grande. Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro (RJ), foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes em 2018.

Seu irmão, Domingos Brazão, também foi transferido hoje para o Presídio de Porto Velho, em Rondônia. A transferência de Chiquinho para a penitenciária federal de Campo Grande foi confirmada pelo O Antagonista.

Enquanto isso, o delegado Rivaldo Barbosa, também suspeito de envolvimento no crime, será mantido sob custódia em Brasília. Chiquinho e seu irmão são considerados mandantes do assassinato de Marielle, enquanto Rivaldo Barbosa é acusado de proteger os suspeitos.

Além dos homicídios, o trio enfrenta acusações relacionadas à tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. A operação conta com o apoio da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Essa ação visa principalmente os autores intelectuais dos homicídios, conforme apontado pela investigação. Também estão sendo investigados crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

Adiada votação

Sob a presidência da deputada Caroline de Toni (PL/SC) nesta terça-feira (26), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara adiou a votação sobre a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ). Um pedido de vista, feito no início da sessão, adiou a discussão e votação sobre o caso do parlamentar. Brazão é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro (RJ), Marielle Franco.

O deputado Darci de Matos (PSD/SC) foi designado como relator do processo. Segundo ele, há "fortes indícios de autoria dos crimes" que Brazão é suspeito. "Resta claramente configurado o estado de flagrância do crime apontado. Adianto que considero correta a decisão do ministro Alexandre de Moraes", afirmou em sua manifestação durante a votação.

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