O Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), utilizado como a principal ferramenta para o registro de ocorrências pela polícia de Mato Grosso do Sul, finalmente voltou a operar normalmente após vários dias de instabilidade, causando transtornos à população e aos serviços policiais.
Nos últimos 30 dias, cidadãos que buscaram as delegacias enfrentaram grandes filas e, em muitos casos, foram orientados a retornar para casa sem o registro da ocorrência devido às falhas no sistema. Essa situação afetou o trabalho dos policiais e gerou reclamações constantes por parte dos servidores desde janeiro deste ano.
Em casos de flagrante, os presos eram colocados em cela temporária enquanto aguardavam a normalização do sistema. Em situações não emergenciais, os cidadãos eram orientados a retornar em outro momento para realizar o registro.
Na terça-feira (7), uma mulher de 35 anos teve sua denúncia de quebra de medida protetiva negada na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) em Campo Grande devido à falta de sistema. Ela foi informada de que não seria possível registrar a denúncia devido à instabilidade do Sigo.
A instabilidade do Sigo persiste há mais de um mês, apesar dos esforços para resolver o problema. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) já investiu mais de R$ 6 milhões no sistema, mas a empresa responsável, Compnet, atribui a instabilidade a uma simples troca de computadores no Sistema de Gestão Integrada (SGI), o que gerou questionamentos sobre a eficácia do investimento.
O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol) já havia solicitado uma solução urgente para o problema há mais de um mês, destacando a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta eficaz por parte das autoridades competentes.
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*Com informações Midiamax