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BRASÍLIA, A CAPITAL DO ESPORTE
A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, fala sobre os programas e projetos implantados para ampliar e modernizar a estrutura física espo...
29/12/2022 14h55
Por: Fonte: Agência Brasília
Chico Neto

Nos últimos quatro anos, mesmo com a pandemia, o Governo do Distrito Federal implantou programas e projetos que vêm contribuindo para que Brasília se consolide no cenário nacional como um dos mais importantes centros esportivos do país.
Hoje, o DF oferece ampla estrutura para atender os próprios moradores e também para receber grandes eventos esportivos.
Somente na construção de quadras poliesportivas, campos de futebol com gramado sintético e em reforma de 12 centros olímpicos e paralímpicos, a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) investiu R$ 20 milhões, conforme conta, nesta entrevista, a secretária Giselle Ferreira, para quem investir no esporte é investir em saúde e qualidade de vida. Para 2023, entre os projetos a serem executados, está a construção do Centro Olímpico do Paranoá. Confira.

Quadras esportivas ganharam reforço do GDF no período de 2019 a 2022 | Fotos: Divulgação/SEL

AGÊNCIA BRASÍLIA –O que a SEL fez para melhorar a estrutura esportiva do Distrito Federal?

GISELLE FERREIRA– Pela primeira vez, a Secretaria de Esporte e Lazer criou, no seu quadro de servidores, uma equipe de obras com engenheiros e arquitetos. Assim, demos agilidade e eficiência aos processos de construção e reforma dos espaços esportivos da rede púbica. Construímos, por exemplo, 20 quadras esportivas de areia em 14 regiões administrativas, com investimento de R$ 1,6 milhão. Também priorizamos a reforma e construção de 50 campos sintéticos de futebol em todo o DF, O que foi essencial para a retomada do esporte na capital. Para isso, contamos com o apoio irrestrito do governador Ibaneis Rocha e da colaboração de diversas secretarias do GDF, como a do Trabalho, que nos ajudou por meio do programa Renova DF.

AB – Como a SEL incentiva e ajuda os atletas que representam o DF nas competições nacionais e internacionais?

“O Compete Brasília é uma das nossas maiores riquezas, uma vez que abraça todas as modalidades esportivas e proporciona a participação de atletas e paratletas em eventos nacionais e internacionais”

GF– Temos dois grandes programas: o Bolsa Atleta e o Compete Brasília. O primeiro ajuda financeiramente esportistas de alto desempenho. O valor mensal de cada bolsa muda de acordo com a classificação dos atletas e dos níveis da modalidade. Em 2023, serão 146 vagas olímpicas e 120 paralímpicas. Já o Compete Brasília é uma das nossas maiores riquezas, uma vez que abraça todas as modalidades esportivas e proporciona a participação de atletas e paratletas em eventos nacionais e internacionais. Vale ressaltar que este programa só existe no DF. Apenas neste ano, foram realizados 2.863 atendimentos com o investimento de R$ 7.941.962,02 do Fundo de Apoio ao Esporte [FAE].

AB – Como os centros olímpicos e paralímpicos se encontram hoje? Houve alguma transformação significativa nesta gestão?

GF–  Com a pandemia do coronavírus sob controle, reabrimos os 12 centros oferecendo o dobro de vagas, subindo de 29 mil para 62 mil. Atualmente, 27 piscinas dos COPs estão sendo reformadas. As fissuras estão sendo eliminadas com a aplicação de material impermeabilizante e fibra de vidro, que tem maior durabilidade. Além disso, atendendo antiga demanda, a SEL investiu R$ 966 mil na aquisição de 30 novos aquecedores para as piscinas. Estamos também pintando, fazendo reparos e prestando serviços de manutenção em todos os COPs. Outra grande novidade é a construção de mais uma unidade no Paranoá. A primeira etapa do projeto está aprovada e aguarda liberação de recurso da Caixa Econômica para a abertura de licitação.

A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, lembra que, além das entregas concluídas, há muitos projetos em andamento

AB –Como a SEL vem usando o esporte para promover inclusão e transformação social?

GF– Em 2020, a SEL recebeu de braços abertos o programa Jovem Candango, que passou por diversas melhorias. Ao oferecer aos jovens brasilienses formação técnico-profissional e inseri-los no mercado de trabalho, estamos de fato pensando no futuro das pessoas e da nossa cidade. Outro importante projeto: o Educador Esportivo Voluntário, que revolucionou a vida de quem oferta esporte no DF. Selecionamos profissionais que já atuavam na área e demos condições básicas para tocarem seus projetos, seguindo a proposta de equipar, qualificar e dar condições para a prática esportiva.

AB –Nesse processo de inclusão, a SEL também tem se preocupado em oferecer equipamentos e material esportivo para crianças e jovens socialmente mais vulneráveis?

Centros de Excelência em Esporte também receberam grandes incentivos
“Criamos o projeto Esporte nas Ruas, que possibilitou que a SEL, pela primeira vez, pudesse comprar equipamentos esportivos e distribuí-los para instituições esportivas”

GF– Sim. Criamos o projeto Vestindo e Calçando o Esporte, por meio do qual distribuímos de kits de uniformes e chuteiras para mais de 21 mil crianças e adolescentes do DF. Também criamos o projeto Esporte nas Ruas, que possibilitou que a SEL, pela primeira vez, pudesse comprar equipamentos esportivos e distribuí-los para instituições esportivas. Foram também comprados materiais específicos para atletas com deficiência. Esses equipamentos, embora sejam difíceis de adquirir, são muito importantes para o desenvolvimento dos nossos atletas. Foi um ganho gigantesco da nossa gestão.

AB –Brasília pode ser considerada como um polo para grandes eventos esportivos?

GF– Durante os últimos quatro anos, Brasília recebeu diversos eventos esportivos nacionais e internacionais, gerando empregos e movimentando a economia da cidade, além de incentivar ossos jovens a praticarem uma atividade física. Entre esses eventos, destaco os Jogos Universitários Brasileiros, realizados por dois anos consecutivos. Foi um marco, não apenas para nossa cidade, mas também para a organização da competição. O futebol não ficou de fora. Realizamos, depois de quase 20 anos, o Campeonato Candango, com premiação e apoio total do BRB.  Brasília já mostrou que está pronta para sediar qualquer tipo de evento esportivo. Temos muito a oferecer. No esporte, aprendemos a superar limites. E, mais do que apenas fazer, conseguimos transformar vidas. Ofertamos saúde por meio de programas e projetos, mudamos realidades com a inclusão de atletas e paratletas e proporcionamos vivências nunca antes pensadas. Esse é o marco da nossa gestão.

*Colaboração: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Esporte e Lazer