Geral Depoimento
Torres deverá prestar novo depoimento na próxima semana
Ex-ministro está preso no Batalhão da Polícia Militar no Guará
15/01/2023 06h24 Atualizada há 3 anos
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Após audiência de custódia foi mantida a prisão preventiva do ex-ministro

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário da Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, deverá prestar novo depoimento na próxima semana. Enquanto isso, ele segue preso no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) do Distrito Federal, no Guará, cerca de 10 quilômetros de Brasília.

Anderson passou por audiência de custódia presidida pelo desembargador Airton Vieira, magistrado instrutor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser prisão no sábado (14). A decisão foi manter a prisão preventiva.

Torres é acusado de omissão e de facilitação para as manifestações que aconteceram no último domingo (8) em Brasília, que terminou com atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, porém, estava em férias com a família nos Estados Unidos, no dia do Ato.

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal assumiu o cargo no dia 2 de janeiro e fez a troca do pessoal - procedimento normal - e após as mudanças, viajou.

Por conta dos atos e das acusações de que ele teria facilitado ao impedir que as forças de segurança agissem contra os manifestantes, ele foi exonerado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) que, logo em seguida, também foi afastado do cargo.

Quem é Anderson Torres?

Anderson Gustavo Torres, de 47 anos, formou-se em Direito no Centro Universitário de Brasília. É delegado da PF desde 2003, onde coordenou investigações e operações de combate ao crime organizado, tráfico internacional e lavagem de dinheiro.

É especialista em Ciência Policial e Investigação Criminal em Segurança Pública e formado em Inteligência Estratégica pela Escola Superior de Guerra. Foi professor da Academia de Polícia Civil em Roraima, da Academia da Polícia Militar do DF e da Academia Nacional de Polícia.

Também foi diretor de assuntos legislativos da Associação dos Delegados da Polícia Federal, coordenou comissões sobre segurança pública e combate ao crime organizado na Câmara dos Deputados e foi chefe de gabinete do então…

Torres foi nomeado por Ibaneis Rocha para comandar a secretaria de Segurança Pública da capital.

No dia das invasões, ele condenou os ataques às sedes do Congresso e do STF e ao Planalto do Planalto como uma "inconcebível desordem" e "inaceitável o desrespeito às instituições".

"Determinei que todo efetivo da PM e da Polícia Civil atue, firmemente, para que se restabeleça a ordem com a máxima urgência. Vandalismo e depredação serão combatidos com os rigores da lei", afirmou.

Torres acabou sendo exonerado do cargo no próprio domingo, dia 8, das invasões por Ibaneis Rocha, que foi afastado do governo do DF no dia seguinte por ordem de Alexandre de Moraes, a pedido da PF, da AGU e do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A decisão vale por 90 dias e foi confirmada pelo plenário do STF.

Na mesma ocasião, os ministros também ratificaram a prisão preventiva de Torres e Fábio Vieira. As medidas fazem parte do inquérito sobre atos democráticos que corre no Supremo sob a alçada de Moraes.