Economia Recuo
Governo Haddad cambaleia e recua após mercado surpreender com rejeição ao aumento do IOF
Pressionado pela forte reação negativa da bolsa e alta do dólar, ministro da Fazenda revoga parte das mudanças no IOF e tenta conter instabilidade financeira
23/05/2025 09h47
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

Em menos de 24 horas, o governo de Fernando Haddad precisou engolir um recuo que revela o quanto o Ministério da Fazenda está acuado diante da reação dos agentes financeiros. A tentativa de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciada na quinta-feira, sofreu revogação parcial nesta sexta, após o mercado reagir com desconfiança e o dólar disparar.

O ministro Haddad tentou minimizar o impacto da mudança, chamando-a de “medida pontual”, mas a rapidez do recuo mostra exatamente o contrário: uma equipe econômica sem firmeza para impor ajustes considerados essenciais para o equilíbrio fiscal. A taxação sobre fundos nacionais investidos no exterior, que passaria a 3,5%, foi retirada para evitar o que o próprio governo classificou como uma “mensagem equivocada”.

Com o Ibovespa em queda e a moeda americana ganhando terreno, o recuo tenta apagar o estrago, mas a sensação é de que o governo titubeia diante dos desafios de ajustar as contas públicas sem perder o controle da economia.

Enquanto o secretário-executivo Dario Durigan e o chefe da Receita Robinson Barreirinhas reforçam o discurso da “justiça tributária” e da necessidade de equilíbrio, a verdade é que a pressão do mercado expôs um governo que precisa se provar capaz de endurecer suas medidas sem recuar ao primeiro sinal de turbulência.

Este movimento de ida e volta não só abala a confiança dos investidores como também coloca em xeque o compromisso do Executivo com um arcabouço fiscal sólido e sustentável.

O desafio de manter a estabilidade sem perder o rumo continua, e o governo Haddad sabe que essa é uma partida que não pode perder.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações Metrópoles