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Tensão no Oriente Médio eleva preço do petróleo e ameaça comércio global
Conflito entre Israel, Irã e EUA intensifica instabilidade econômica e política na região
23/06/2025 12h31
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

Com a escalada da guerra no Oriente Médio envolvendo Israel, Irã e a entrada dos Estados Unidos no conflito, o petróleo começou a semana em alta nesta segunda-feira (23), refletindo o temor de investidores sobre os impactos econômicos globais. A crise foi agravada pelos bombardeios norte-americanos a três instalações nucleares iranianas, incluindo a usina de Fordow, que possui capacidade para operar 3 mil centrífugas de enriquecimento de urânio, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a ofensiva dos EUA como uma "decisão ousada", destacando o objetivo de conter o programa nuclear iraniano, enquanto aliados do Irã, como os Houthis no Iêmen, ameaçam retaliar atacando navios norte-americanos no Mar Vermelho.

Irã reage e ameaça fechar o Estreito de Ormuz

O Parlamento iraniano aprovou neste domingo (22) a proposta de fechar o estratégico Estreito de Ormuz, rota crucial por onde passa 21% do petróleo mundial. A decisão ainda precisa da validação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que alertou sobre os danos "irreparáveis" que os EUA podem sofrer caso entrem militarmente na região.

“O dano que os EUA sofrerão será muito maior do que o que o Irã pode enfrentar. A nação iraniana não é de se render”, declarou Khamenei, reforçando que a ação norte-americana poderá intensificar o conflito.

Impacto no mercado global

Especialistas alertam que o fechamento do Estreito de Ormuz teria consequências devastadoras para o comércio global de petróleo. De acordo com a seguradora ING, a interrupção dos fluxos poderia elevar o preço do barril para US$ 120 e até ultrapassar o recorde de US$ 150 atingido em 2018, caso a crise persista até o final do ano.

O aumento das tensões já levou embarcações a evitarem o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico, com alertas emitidos pela autoridade marítima do Reino Unido (UKMTO) sobre possíveis riscos à navegação.

A escalada do conflito e as ameaças à estabilidade econômica global ressaltam a gravidade da crise no Oriente Médio, que continua a mobilizar os principais atores políticos e econômicos do mundo.

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*Com informações Metrópoles