Mesmo com uma leve recuperação na popularidade, a maioria da população brasileira segue desaprovando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que revela a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16), indicando que 53% desaprovam a gestão federal, ante 43% que aprovam – uma diferença de 10 pontos percentuais.
A melhora na imagem do presidente está ligada a estratégias recentes de comunicação do Planalto, como a campanha que defende a “soberania nacional” diante das tarifas de 50% impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros, além da defesa da taxação dos super-ricos. No entanto, a maioria da população continua cética quanto à condução do país.
A pesquisa aponta que 43% dos brasileiros acreditam que a economia vai piorar nos próximos 12 meses, maior percentual desde o início do atual mandato. O número supera os que preveem melhora (35%) e reforça o sentimento de insegurança econômica, mesmo com a redução da percepção de alta no preço dos alimentos.
A tensão entre o governo federal e o Congresso também é vista como fator negativo: 79% afirmam que o embate mais atrapalha do que ajuda o país. Apesar disso, 63% defendem a elevação de impostos sobre os mais ricos, mas criticam o tom da proposta, considerando que a retórica de “ricos contra pobres” pode alimentar a polarização.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a recuperação mais significativa de Lula ocorreu fora das bases tradicionais do PT, como no Sudeste e entre brasileiros que ganham entre 2 e 5 salários mínimos. Ainda assim, a rejeição segue alta entre bolsonaristas, e o apoio firme continua restrito ao núcleo mais fiel de eleitores petistas.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 14 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais. Mesmo com a melhora pontual, o cenário revela um governo que ainda enfrenta forte resistência popular e incerteza quanto à economia, com apoio limitado ao discurso nacionalista e às propostas fiscais em pauta.
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*Com informações Poder 360