O assassinato de Emanuelly Victória de Souza, de apenas 6 anos, na última quarta-feira (27), revelou graves falhas no sistema de proteção à infância em Campo Grande. Nesta sexta-feira (29), o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) divulgou nota oficial se solidarizando com a família e afirmando que acompanha as investigações junto ao Ministério Público, Judiciário e Conselhos Tutelares, mas o episódio acendeu o alerta sobre possíveis omissões das autoridades.
A menina era acompanhada pelo Conselho Tutelar Sul desde 2020, após denúncias de maus-tratos, incluindo agressões físicas, desnutrição e faltas escolares. Em maio deste ano, Emanuelly chegou a ter o braço quebrado em uma das agressões. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu procedimento sigiloso para apurar se a atuação do Conselho Tutelar contribuiu para o trágico desfecho.
A Secretaria de Assistência Social (SAS) afirmou que a Prefeitura se limita à manutenção estrutural dos Conselhos Tutelares, enquanto cabe ao CMDCA fiscalizar e organizar o trabalho dos conselheiros. Mas a sociedade cobra respostas claras diante do histórico de negligência e da brutalidade do crime.
Emanuelly foi encontrada morta dentro de uma banheira, enrolada em um cobertor, na residência de Marcos Willian, suspeito com histórico de crimes sexuais desde a adolescência. Ele já havia cumprido medidas socioeducativas por atos graves e, mesmo assim, estava solto. O caso expõe não apenas a perversidade do agressor, mas também a fragilidade e falhas graves nas políticas públicas de proteção à criança em Campo Grande, levantando questionamentos sobre responsabilidades e omissões de órgãos essenciais à segurança infantil.
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*Com informações Midiamax