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Janela partidária vira terremoto político em MS e redesenha disputa para 2026
De Dagoberto Nogueira a Soraya Thronicke, movimentações revelam disputa intensa por espaço e alianças para 2026
30/03/2026 14h30
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A política de Mato Grosso do Sul entrou em modo de transformação acelerada nas últimas semanas. A janela partidária escancarou uma disputa intensa entre lideranças, com trocas de partidos, alianças improváveis e reconfiguração completa do cenário eleitoral para 2026.

O movimento não atinge apenas uma sigla específica, mas envolve nomes de peso de diferentes grupos políticos, evidenciando uma corrida generalizada por sobrevivência e protagonismo.

Lideranças mudam de rota e desmontam chapas

Um dos episódios mais emblemáticos dessa reviravolta envolve o deputado federal Dagoberto Nogueira, que decidiu deixar o PSDB após desentendimento com a direção nacional. A saída impactou diretamente a formação de chapas e abriu espaço para novas articulações.

O efeito foi imediato: o também deputado federal Geraldo Resende passou a reavaliar sua permanência no partido e analisa novos caminhos políticos, podendo migrar para siglas que o mantenham no grupo governista.

Ambos fazem parte de um grupo tradicional da política sul-mato-grossense e acumulam mandatos em Brasília, reforçando o peso das mudanças.

Partidos se reorganizam e disputam protagonismo

Com a saída de lideranças experientes, partidos como PP, PL e Republicanos avançam para ocupar espaço. O objetivo é claro: montar chapas fortes para a Câmara Federal e ampliar influência no Estado.

Entre os nomes que já se posicionam nessa disputa estão o deputado federal Vander Loubet, o deputado federal Rodolfo Nogueira e o também deputado Marcos Pollon, além de figuras como Luiz Ovando, Jaime Verruck e Rose Modesto.

A movimentação mostra que a eleição para deputado federal deve ser uma das mais concorridas dos últimos anos, com múltiplos partidos brigando diretamente por vagas.

Senado vira peça-chave no tabuleiro

Enquanto a disputa por cadeiras na Câmara se intensifica, o Senado também se torna um dos principais focos de articulação.

A senadora Soraya Thronicke decidiu permanecer no Podemos, mesmo após negociações para migrar de partido. Ainda assim, ela mantém aliança com o deputado Vander Loubet e com Fábio Trad, formando uma frente política relevante no Estado.

Outros nomes também aparecem no radar para o Senado, como o ex-governador Reinaldo Azambuja, o senador Nelsinho Trad, além de lideranças como Simone Tebet e Rose Modesto, mostrando um cenário altamente competitivo.

Assembleia também entra na disputa

A movimentação não se restringe ao Congresso. Na Assembleia Legislativa, o PL ampliou sua bancada com a filiação de nomes como Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Márcio Fernandes e Lucas de Lima, consolidando-se como uma das maiores forças políticas do Estado.

O partido já contava com lideranças como Coronel David e Neno Razuk, reforçando sua presença tanto no Legislativo estadual quanto no cenário nacional.

Cenário aberto e imprevisível

O resultado desse “efeito dominó” é um cenário totalmente aberto. A fragmentação partidária, a migração de lideranças e a disputa por espaço indicam que as eleições de 2026 serão marcadas por forte competitividade.

Mais do que uma simples troca de partidos, o que está em curso é uma redefinição profunda do poder político em Mato Grosso do Sul — com velhos protagonistas sendo desafiados e novos grupos tentando assumir o controle do jogo.