O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem consolidando uma marca cada vez mais difícil de ignorar: a de uma gestão que prefere aumentar impostos em ritmo acelerado a enfrentar o verdadeiro problema das contas públicas — o excesso de gastos.
Desde o início do mandato, a política econômica adotada segue um padrão claro e repetitivo: sempre que falta dinheiro, a solução é criar ou elevar tributos. O resultado é uma escalada que já soma dezenas de medidas arrecadatórias, transformando o contribuinte brasileiro no principal financiador de um Estado que não encolhe.
Enquanto o governo amplia a carga tributária, os cofres públicos registram arrecadações históricas. Em 2025, a União arrecadou cerca de R$ 2,886 trilhões — o maior valor já registrado.
Somente em janeiro de 2026, a arrecadação bateu outro recorde: R$ 325,8 bilhões, impulsionada justamente pelo aumento de impostos nos últimos anos.
Ou seja, o brasileiro nunca pagou tanto imposto — e, ainda assim, o governo insiste em cobrar mais.
Especialistas apontam que o problema não está na falta de arrecadação, mas na falta de controle de despesas. Mesmo com receitas em alta, o governo segue pressionando por novos tributos, sem apresentar cortes estruturais relevantes.
Na prática, a lógica é simples — e preocupante:
em vez de ajustar o tamanho do Estado, aumenta-se o peso sobre quem produz.
Medidas como aumento do IOF, taxação de investimentos, cobrança sobre compras internacionais e reoneração de combustíveis mostram que a estratégia não poupa ninguém: atinge empresas, investidores e, principalmente, o consumidor final.
O impacto dessa política não demora a aparecer. Com mais impostos, empresas perdem competitividade, reduzem investimentos e repassam custos ao consumidor.
O resultado é um ciclo perverso:
Dados recentes mostram que o próprio avanço da arrecadação está ligado ao aumento da carga tributária, e não necessariamente ao fortalecimento da economia — um sinal claro de distorção no modelo adotado.
Além disso, aumentos expressivos em tributos como o IOF — que cresceu mais de 49% em arrecadação — evidenciam o peso crescente sobre operações financeiras e crédito, encarecendo ainda mais a vida do brasileiro.
Mesmo diante de críticas e sinais de desgaste econômico, o governo segue ampliando a arrecadação como prioridade central.
O problema é que existe um limite claro: o bolso do brasileiro.
Quando esse limite é ultrapassado, o efeito não é apenas econômico — é social. A população sente no dia a dia, no preço dos alimentos, no custo do transporte, nas contas básicas.
E o cenário se agrava quando se percebe que, apesar de arrecadar mais, o governo ainda enfrenta dificuldades para equilibrar as contas, indicando que o problema estrutural permanece intocado.
A insistência em aumentar impostos revela uma escolha política: transferir a responsabilidade do ajuste fiscal para a população, evitando decisões difíceis dentro da máquina pública.
O resultado é um país onde o cidadão paga cada vez mais — sem perceber melhora proporcional em serviços, infraestrutura ou qualidade de vida.
No fim das contas, a política econômica atual não apenas pressiona o bolso do brasileiro, mas levanta uma questão inevitável: até quando será possível sustentar um modelo que arrecada em níveis recordes e, ainda assim, continua exigindo mais?