Política Gestão pública
Riedel reage à crise, reduz diesel, impulsiona empregos e consolida MS como referência em gestão e transparência
Com subsídio ao diesel, geração recorde de empregos e pacote de incentivos fiscais, Estado aposta em medidas emergenciais e estruturais para conter impactos da crise e acelerar o crescimento econômico
01/04/2026 15h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Álvaro Rezende

O Governo de Mato Grosso do Sul intensificou, nas últimas semanas, uma série de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à proteção do consumidor, combinando medidas emergenciais, geração de empregos e reconhecimento institucional na gestão pública.

Uma das principais iniciativas foi a adesão ao subsídio do diesel, que prevê redução de até R$ 1,20 por litro do combustível até o fim de maio. A medida, anunciada pelo governador Eduardo Riedel, busca conter os impactos da alta internacional provocada por tensões no Oriente Médio e evitar efeito cascata nos preços de produtos básicos.

Segundo o governo, o diesel é um insumo essencial que influencia diretamente toda a cadeia produtiva — do transporte ao custo final dos alimentos. Por isso, a decisão de reduzir impostos, mesmo com impacto fiscal, foi tratada como necessária diante do cenário econômico.

Além do corte no preço, o Estado também reforçou a fiscalização para garantir que o benefício chegue ao consumidor. A atuação conjunta entre Procon-MS e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) pretende coibir abusos, identificar irregularidades e evitar distorções no mercado de combustíveis.

Empregos em alta e economia aquecida

Paralelamente às medidas emergenciais, Mato Grosso do Sul apresentou resultados expressivos na geração de empregos. Em fevereiro, o Estado registrou saldo positivo de 6.157 vagas formais, alcançando um estoque recorde de mais de 700 mil trabalhadores com carteira assinada.

O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de serviços e construção civil, seguidos pela agropecuária e indústria — segmentos que refletem o avanço de investimentos e o fortalecimento da economia local.

Campo Grande liderou a geração de empregos, seguida por municípios impulsionados por grandes projetos industriais, como Inocência, que recebe uma megaindústria de celulose. O resultado colocou o Estado entre os dez que mais geraram empregos no país no período.

Transparência vira marca da gestão

Outro destaque das ações do governo foi o reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), que apontou Mato Grosso do Sul como referência nacional em transparência e controle na execução de emendas parlamentares.

A avaliação segue critérios definidos pelo Supremo Tribunal Federal e coloca o Estado entre os poucos do país que atenderam integralmente às exigências de rastreabilidade e publicidade no uso de recursos públicos.

O modelo adotado pelo governo garante maior controle sobre os investimentos, segurança jurídica e acesso à informação, fortalecendo a confiança da população e dos órgãos de fiscalização.

Estratégia combina reação e crescimento

As iniciativas mostram uma estratégia que combina reação rápida a crises externas com políticas estruturantes de crescimento. Ao mesmo tempo em que atua para aliviar o impacto imediato no bolso do consumidor, o governo mantém foco na geração de empregos e na modernização da gestão pública.

O resultado é um cenário em que Mato Grosso do Sul busca não apenas enfrentar turbulências econômicas, mas também se posicionar como um dos estados mais organizados e competitivos do país.