A abertura da 86ª Expogrande, em Campo Grande, escancarou uma realidade que contrasta com o discurso frequente de críticas ao agronegócio vindas de setores do governo federal e do PT: o agro segue sendo um dos principais motores da economia brasileira — e Mato Grosso do Sul é prova viva disso.
Realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, a feira reuniu lideranças políticas e do setor produtivo sob o tema “O futuro do agro está aqui”, evidenciando um modelo econômico baseado em tecnologia, sustentabilidade e geração de empregos.
Logo na abertura, o governador Eduardo Riedel reforçou que o Estado tem papel estratégico no desenvolvimento nacional, destacando que o crescimento econômico local está diretamente ligado à força do agronegócio.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul já apresenta resultados concretos, como redução de pobreza impulsionada pela geração de empregos — não por dependência de programas sociais — e metas ousadas, como se tornar carbono neutro até 2030.
A fala do governador ecoa um sentimento crescente entre produtores: o Brasil precisa “destravar” sua economia com menos impostos e mais incentivo à produção, em um momento em que o setor enfrenta custos elevados, juros altos e insegurança jurídica.
Enquanto o discurso político muitas vezes aponta o agronegócio como alvo de críticas ideológicas, os números mostram outra realidade. O setor segue como um dos pilares da economia, responsável por geração de empregos, exportações e desenvolvimento regional.
Em Mato Grosso do Sul, a agropecuária e a agroindústria têm peso decisivo no crescimento econômico, com destaque para a produção de soja, milho, carne e celulose, consolidando o Estado como um dos principais polos produtivos do país.
Durante a Expogrande, lideranças do setor reforçaram esse protagonismo. O presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, destacou o avanço da agroindustrialização e a diversificação produtiva, enquanto o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, ressaltou medidas como a retirada do ICMS sobre o diesel, considerada essencial para manter a competitividade no campo.
Já a senadora Tereza Cristina enfatizou que o agro sul-mato-grossense é moderno, tecnológico e comprometido com práticas sustentáveis — uma resposta direta às críticas recorrentes ao setor.
Mais do que discurso, a Expogrande 2026 também apresenta números expressivos. A expectativa é superar os R$ 641 milhões movimentados na edição anterior, que já havia registrado mais de 125 mil visitantes.
A feira reúne leilões, exposições, palestras e um pavilhão tecnológico com mais de 40 empresas e startups, conectando inovação ao produtor rural e ampliando a produtividade no campo.
O evento se consolida como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro e um espaço estratégico para discutir os rumos econômicos do país — especialmente em um cenário de desafios como aumento de custos e instabilidade global.
Mesmo diante de pressões políticas e econômicas, o agronegócio continua entregando resultados concretos, sustentando cadeias produtivas, garantindo empregos e movimentando bilhões na economia.
O que se vê em Mato Grosso do Sul é um retrato claro: enquanto o debate político se intensifica em Brasília, no campo a produção não para — e segue sendo um dos principais pilares que mantêm o país em movimento.