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Produto brasileiro ganha apoio internacional contra malária
Tecnologia autorizada pela Anvisa e validada pela OCDE inicia articulação com a Embaixada de Camarões para testes contra o mosquito transmissor da ...
30/04/2026 16h50
Por: WK Notícias Fonte: Agência Dino

O combate à malária, doença que segue como um dos maiores desafios de saúde pública mundial, pode ganhar um novo aliado tecnológico desenvolvido no Brasil. O Verniz Afastinsetos, produto desenvolvido pelo engenheiro químico Itamar Viana, recebeu apoio oficial da Embaixada da República de Camarões no Brasil para iniciar testes contra o mosquito Anopheles, transmissor da doença. O produto já é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e validado por protocolo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023 foram registrados cerca de 263 milhões de casos de malária, com quase 600 mil mortes. Do total de óbitos, aproximadamente 95% ocorreram em regiões africanas, onde muitas pessoas em situação de risco ainda não têm acesso a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento.

No dia 19 de março de 2026, Itamar Viana foi recebido em audiência oficial pelo embaixador S.E. Martin A. MBENG, na Embaixada de Camarões em Brasília. O encontro resultou na emissão do Ofício n.º 135/ACBR/PS, documento em que a Embaixada confirma que o Ministério da Saúde de Camarões e outras estruturas estratégicas foram acionados para criar um ambiente institucional favorável à implementação da tecnologia no país, com especial ênfase no fortalecimento do combate à malária.

Próximos passos no combate à doença

Formulado à base de água, o Verniz Afastinsetos pode ser aplicado em paredes, portas, rodapés, móveis e áreas externas. Após a secagem, o produto cria uma camada protetora invisível que não altera cor, textura ou cheiro das superfícies. O potencial da tecnologia está diretamente ligado ao comportamento do Anopheles, que costuma repousar em superfícies internas.

O engenheiro químico explica que o mecanismo é ativado apenas quando o inseto pousa na área tratada, fazendo com que microdoses controladas do princípio ativo sejam liberadas. "Essa interação pode reduzir significativamente sua sobrevivência e capacidade de transmissão, atuando de forma contínua no ciclo do vetor". Em testes realizados conforme protocolo da OCDE em laboratório credenciado, o produto já demonstrou 100% de eficácia contra o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, em até 24 horas após a aplicação. "Agora, o próximo passo é validar essa mesma eficácia contra o Anopheles, vetor da malária na África", ressalta Viana.

Com o respaldo institucional de Camarões, as etapas seguintes incluem testes em campo com o mosquito, parcerias com instituições científicas locais, integração com políticas públicas de saúde e possível expansão para outros países africanos com alta incidência da doença.

"Se validada em condições reais, a tecnologia pode representar uma mudança estrutural no combate à malária, com potencial para proteger milhões de pessoas em regiões endêmicas", conclui Viana.

Para saber mais, basta acessar: http://www.afastinsetos.com.br/