Política Tensão política
Rejeição acende alerta e tensão política explode em MS com disputa ao Senado e caso Pollon
Pesquisa expõe desgaste de pré-candidatos enquanto mobilização por anistia pressiona Câmara e amplia clima de confronto político
05/05/2026 13h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A corrida ao Senado em Mato Grosso do Sul começou a ganhar contornos mais duros — e os números mais recentes já acenderam o sinal de alerta nos bastidores políticos.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) divulgado nesta semana mostra que a senadora Soraya Thronicke lidera o índice de rejeição, com 15,05% dos eleitores afirmando que não votariam nela. Logo atrás aparecem o ex-deputado Capitão Contar, com 12,76%, e o deputado federal Vander Loubet, com 12,37%.

O dado é estratégico: em disputas majoritárias, a rejeição costuma ser um dos principais obstáculos para crescimento eleitoral, travando candidaturas antes mesmo da consolidação das intenções de voto.

Na sequência do ranking aparecem nomes conhecidos da política estadual, como Nelsinho Trad (8,04%) e Reinaldo Azambuja (5,99%), além de outros pré-candidatos com índices menores. Ao mesmo tempo, chama atenção o eleitorado ainda em aberto: 17,73% afirmam não rejeitar nenhum nome, enquanto 8,8% rejeitam todos — um indicativo de insatisfação generalizada.

A pesquisa ouviu 784 pessoas entre os dias 27 de abril e 1º de maio, com intervalo de confiança de 95%, reforçando um cenário ainda indefinido e altamente volátil.

Pressão nas ruas e crise na Câmara

Enquanto os números redesenham a disputa eleitoral, outro foco de tensão se intensifica em Brasília e reverbera diretamente em Mato Grosso do Sul.

O deputado federal Marcos Pollon (PL) enfrenta um processo delicado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, com pareceres já apresentados favoráveis à sua suspensão por episódios envolvendo confrontos políticos e atos ligados à defesa da anistia dos presos do 8 de janeiro.

O caso mobilizou apoiadores e familiares dos presos, que passaram a marcar presença nas reuniões do Conselho e a organizar manifestações em defesa do parlamentar e de outros deputados envolvidos.

Nas redes sociais, o movimento ganhou força, com críticas ao processo disciplinar e acusações de perseguição política, ampliando ainda mais o clima de polarização.

Cenário de disputa acirrada e imprevisível

A combinação de alta rejeição entre pré-candidatos e tensão institucional envolvendo figuras políticas do Estado revela um cenário eleitoral carregado de incertezas.

De um lado, candidatos precisam lidar com o desgaste antecipado diante do eleitorado. De outro, episódios como o de Pollon reforçam o ambiente de confronto ideológico, que tende a influenciar diretamente o comportamento dos eleitores nos próximos meses.

Com rejeição elevada, mobilização nas ruas e embates cada vez mais intensos, Mato Grosso do Sul caminha para uma disputa ao Senado marcada não apenas por votos — mas por desgaste, pressão e polarização crescente.