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Pesquisas agitam bastidores e ampliam tensão na corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul
Novos levantamentos prometem mexer no cenário político, pressionar pré-candidaturas e intensificar disputa por espaço antes das convenções partidárias
07/05/2026 14h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

Os bastidores da política em Mato Grosso do Sul prometem entrar em ebulição nos próximos dias com a divulgação de três novas pesquisas eleitorais que devem movimentar partidos, pré-candidatos e articulações de alianças em todo o Estado.

Em um cenário marcado por disputas antecipadas, crescimento das pré-campanhas e forte guerra de narrativas, os levantamentos viraram peça central da estratégia política. Quem aparece na frente comemora e tenta consolidar favoritismo. Quem surge atrás questiona metodologias, entra na Justiça e tenta barrar divulgações.

O primeiro levantamento previsto é do Instituto Veritá, que já teve pesquisas questionadas judicialmente anteriormente. A nova sondagem ouviu 1.220 pessoas entre os dias 4 e 7 de maio e deve ser divulgada nos próximos dias. Logo depois, será a vez do Instituto Ranking apresentar pesquisa com dois mil entrevistados. Na sequência, o Real Time Big Data também divulgará novo estudo eleitoral em Mato Grosso do Sul.

As pesquisas chegam em um momento de intensa reorganização política no Estado. O governador Eduardo Riedel segue como principal nome da disputa à reeleição, mas enfrenta uma pré-campanha cada vez mais pulverizada, com novos nomes tentando ocupar espaço no eleitorado.

Entre eles está Delcídio do Amaral, presidente estadual do PRD, que confirmou foco na eleição proporcional e trabalha para ampliar a bancada federal da federação formada com o Solidariedade. Segundo ele, a eleição será decisiva para a sobrevivência de partidos diante da cláusula de barreira.

Outro movimento que chama atenção é a entrada do economista Renato Gomes na disputa pelo governo estadual. Filiado ao Democracia Cristã, ele surge com discurso de renovação política e críticas ao modelo tradicional de gestão, ampliando o número de pré-candidatos ao Executivo estadual.

Além de Riedel e Renato Gomes, já aparecem no tabuleiro político nomes como Fábio Trad, pelo PT, João Henrique Catan, pelo Novo, e Lucien Rezende.

O crescimento no número de candidaturas evidencia um cenário fragmentado e sem definição consolidada, onde as pesquisas podem influenciar diretamente alianças, decisões partidárias e até desistências estratégicas.

Nos bastidores, dirigentes partidários acompanham cada percentual com atenção máxima. Isso porque os levantamentos acabam servindo não apenas como termômetro eleitoral, mas também como instrumento de pressão política e negociação entre grupos.

Em Mato Grosso do Sul, a tensão em torno das pesquisas já virou rotina. Institutos enfrentam judicializações frequentes, candidatos contestam resultados e eleitores acompanham os números como uma prévia do que pode acontecer nas urnas.

Enquanto as convenções partidárias ainda estão distantes, o cenário segue aberto — e cada nova pesquisa pode mudar o humor da disputa, fortalecer narrativas e provocar novos rearranjos no xadrez político sul-mato-grossense.