Política Eleições
PDT entra no jogo, Tereza ganha força e pesquisas agitam disputa em MS
Com janela partidária encerrada, pré-candidaturas começam a se movimentar nos bastidores enquanto novas pesquisas prometem mexer no tabuleiro eleitoral de Mato Grosso do Sul
08/05/2026 13h32
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul começa a ganhar novos contornos e promete intensificar a disputa pelos espaços de poder em 2026. Com movimentações partidárias, articulações de bastidores e três pesquisas prestes a serem divulgadas, o cenário político sul-mato-grossense entrou de vez em clima de pré-campanha.

Uma das principais novidades é a possibilidade de o PDT lançar candidatura própria ao Governo do Estado. O presidente estadual da sigla, Cadu Gomes, confirmou que o partido trabalha internamente com três nomes para a disputa e pretende bater o martelo ainda neste mês.

Segundo ele, empresários e advogados estão entre os nomes avaliados pelo partido, que também pretende montar chapas competitivas para deputado federal e estadual. Cadu evitou comentar uma possível aliança com o grupo petista de Fábio Trad e deixou claro que, neste momento, a prioridade é fortalecer um projeto próprio.

A posição amplia ainda mais o distanciamento entre o PDT e a família Trad. O clima político piorou após Marquinhos Trad deixar o partido para se filiar ao PV visando a disputa para deputado federal. A mudança provocou reação de Cadu, que chegou a ameaçar recorrer à Justiça para pedir o mandato do ex-prefeito.

Nos bastidores, a aproximação de Cadu Gomes com lideranças do PL e do União Brasil também aumentou rumores de um possível alinhamento indireto com o grupo do governador Eduardo Riedel. Apesar disso, aliados de Riedel negam qualquer acordo formal com o PDT.

Enquanto isso, em Brasília, a senadora Tereza Cristina surge como uma das figuras políticas mais fortalecidas do momento dentro do Progressistas. A crise envolvendo o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, abriu espaço para especulações sobre uma possível ascensão da parlamentar sul-mato-grossense ao comando nacional da legenda.

Vice-presidente nacional do PP, Tereza passou a ser vista como alternativa de consenso dentro do partido. O nome dela também segue em alta no campo da direita nacional, sendo cogitado para compor uma eventual chapa presidencial em 2026, embora a própria senadora afirme que seu objetivo seria disputar a presidência do Senado.

No cenário estadual, o grupo político ligado a Eduardo Riedel segue trabalhando para ampliar musculatura eleitoral. O PP reforçou sua estrutura recentemente com novas filiações e aposta em crescimento da bancada federal.

Além das articulações partidárias, o clima eleitoral deve esquentar ainda mais nos próximos dias com a divulgação de três pesquisas de intenção de voto. O Instituto Veritá divulgará levantamento realizado entre os dias 4 e 7 de maio com 1.220 entrevistados. Já o Instituto Ranking apresentará pesquisa feita com dois mil eleitores, enquanto o Real Time Big Data divulgará estudo no próximo dia 12 de maio com 1.600 entrevistas.

As pesquisas têm provocado tensão entre os pré-candidatos, principalmente após decisões judiciais que barraram divulgações anteriores. Ainda assim, os números seguem sendo considerados peças fundamentais para medir força política, atrair alianças e consolidar estratégias eleitorais.

No atual cenário, levantamentos recentes apontam liderança de Eduardo Riedel na corrida pelo Governo do Estado, enquanto nomes como Fábio Trad, João Henrique Catan e novas lideranças começam a disputar espaço no eleitorado.

A janela partidária também alterou significativamente o peso das legendas na disputa proporcional. O PL aparece como uma das forças mais estruturadas para 2026, apostando em nomes como Rodolfo Nogueira e Mara Caseiro, enquanto a federação PP-União Brasil trabalha para ampliar influência tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal.

Com alianças indefinidas, partidos reorganizados e pesquisas prestes a balançar os bastidores, Mato Grosso do Sul entra em uma nova fase da disputa política, marcada por tensão, articulação e movimentações estratégicas que devem redesenhar o cenário eleitoral nos próximos meses.