O frio começou a chegar em Mato Grosso do Sul e, junto com as temperaturas mais baixas, veio mais uma preocupação para o bolso da população: o aumento no preço das verduras e legumes. Produtos essenciais na mesa dos sul-mato-grossenses dispararam nas últimas semanas, tornando a tradicional feira cada vez mais pesada para famílias que já enfrentam dificuldades com o alto custo de vida.
Dados divulgados pela Ceasa-MS mostram que batata-inglesa, pepino-comum, pimentão-verde e tomate saladetti lideraram as altas na 20ª semana de 2026, entre os dias 11 e 16 de maio. O motivo principal é a redução da oferta provocada pelas mudanças climáticas e pelas baixas temperaturas que atingem regiões produtoras dentro e fora do Estado.
A situação mais preocupante é a do pepino-comum, que teve a maior alta da semana: 8,33%. A caixa de 23 quilos saltou de R$ 110 para R$ 120. Segundo o relatório da Ceasa-MS, além do frio em Mato Grosso do Sul, problemas climáticos no Espírito Santo afetaram diretamente a produção, aumentando a dependência de mercadorias vindas de outros estados e elevando os custos do transporte.
O pimentão-verde também ficou mais caro. A caixa de 13 quilos subiu de R$ 160 para R$ 170, alta de 7,66%. O excesso de chuvas nas regiões produtoras e o frio sobre as lavouras reduziram a produtividade e apertaram ainda mais a oferta nos centros de abastecimento.
Já o tomate saladetti, um dos produtos mais consumidos nas casas brasileiras, teve aumento de 5,88%, passando de R$ 160 para R$ 170 a caixa. O clima frio desacelerou a maturação dos frutos, reduzindo a quantidade disponível no mercado atacadista.
Outro item básico que voltou a subir foi a batata-inglesa. O saco de 25 quilos passou de R$ 230 para R$ 240, acumulando a terceira semana consecutiva de reajuste. O encerramento gradual da safra das águas e as chuvas recentes dificultaram as colheitas e diminuíram a disponibilidade do produto.
Mesmo com algumas quedas pontuais — como melão, limão, cebola, cenoura e melancia — consumidores relatam que o impacto das altas nos itens mais utilizados no dia a dia acaba anulando qualquer alívio nas compras. A percepção nos mercados e feiras é de que manter a alimentação básica está ficando cada vez mais difícil.
Para muitas famílias, o problema vai além do reajuste de um ou outro produto. A sequência de aumentos em alimentos essenciais vem reduzindo o poder de compra da população e obrigando consumidores a cortar itens da alimentação ou substituir produtos mais saudáveis por opções mais baratas.
A Ceasa-MS destaca que o clima segue sendo um fator decisivo para o comportamento dos preços nas próximas semanas. Caso o frio continue avançando e a produção permaneça afetada, a tendência é de que a pressão sobre a feira continue pesando no bolso dos sul-mato-grossenses.