A política de Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase de reorganização com a consolidação da federação entre o PP e o União Brasil. A união das duas siglas não representa apenas um acordo partidário para 2026, mas uma ampla reconfiguração de poder, influência regional e articulação eleitoral no Estado. (cnnbrasil.com.br)
Dentro desse novo cenário, o nome de Marco Aurélio Santullo começa a ganhar protagonismo como pré-candidato a deputado estadual pelo PP. Ligado historicamente a Aquidauana e Anastácio, Santullo chega fortalecido pela combinação de articulação política, experiência administrativa e forte presença regional, características consideradas estratégicas dentro da nova federação.
Diferentemente de candidaturas construídas apenas em períodos eleitorais, Santullo consolidou trajetória nos bastidores da política estadual e nacional. Com passagem pelo Palácio do Planalto durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ele ampliou trânsito institucional em Brasília e aprofundou conhecimento sobre os mecanismos da administração federal.
Nos bastidores do PP, sua proximidade com a senadora Tereza Cristina é apontada como um dos principais ativos políticos da nova configuração partidária. Ex-ministra da Agricultura e uma das lideranças mais influentes do agronegócio brasileiro, Tereza se consolidou como peça central na construção da federação e no fortalecimento político do grupo em Mato Grosso do Sul. (www12.senado.leg.br)
Além do vínculo com Tereza Cristina, Santullo também mantém proximidade política com Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil. A aliança entre os dois é vista como estratégica para fortalecer a Federação União Progressista, unindo densidade eleitoral, organização partidária e capilaridade regional.
Com passagens pela Funasa, Anater e Funtrab, Santullo construiu relações em diferentes regiões do Estado, ampliando presença política do Pantanal ao Cone Sul. A capacidade de articulação com prefeitos, vereadores e lideranças municipais é apontada como um diferencial importante na nova composição partidária.
“Essa federação nasce forte porque une dois partidos que possuem presença real nos municípios e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou Santullo ao defender o projeto político da aliança.
Enquanto PP e União Brasil avançam na construção de um bloco competitivo para 2026, o PL vive uma disputa silenciosa nos bastidores pela segunda vaga ao Senado. O diretório nacional do partido autorizou o ex-governador Reinaldo Azambuja a encomendar uma pesquisa qualitativa e quantitativa que deverá definir quem seguirá na corrida: Capitão Contar ou Marcos Pollon.
A movimentação reforça o poder de articulação de Reinaldo dentro do PL. Desde sua filiação, ficou acertado que ele teria vaga garantida na disputa ao Senado, enquanto a segunda candidatura seria definida posteriormente por pesquisa. O acordo foi respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro durante visita a Campo Grande.
A decisão também expôs divergências internas dentro do bolsonarismo sul-mato-grossense. Pollon sustenta publicamente que possui apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, após divulgação de um bilhete atribuído ao líder conservador defendendo sua candidatura ao Senado.
Nos bastidores, lideranças avaliam que a disputa pela segunda vaga do PL pode provocar desgastes internos, especialmente diante do crescimento da federação entre PP e União Brasil e da consolidação do grupo político liderado por Tereza Cristina, Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja.
Com federações ganhando musculatura, articulações em Brasília e disputas internas se intensificando, Mato Grosso do Sul entra em um período de forte movimentação política, antecipando uma das eleições mais estratégicas e disputadas da história recente do Estado.