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Medicina metabólica orienta emagrecimento sustentável
Abordagem considera indicadores metabólicos além do peso corporal para orientar estratégias individualizadas de emagrecimento. O Dr. Danilo Madanês...
05/06/2026 12h22
Por: WK Notícias Fonte: Agência Dino

O termo saúde metabólica é frequentemente utilizado como referência à ausência de síndrome metabólica, condição associada a fatores como alterações na pressão arterial, glicemia, colesterol e circunferência abdominal. Esses indicadores estão relacionados ao funcionamento do metabolismo e ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas.

Segundo matéria publicada no Estadão, alterações relacionadas à saúde metabólica podem se manifestar de formas diferentes entre os indivíduos e evoluir progressivamente. O acompanhamento desses indicadores ao longo do tempo é apontado como relevante para avaliar a evolução do estado metabólico.

O Dr. Danilo Madanês, médico com formações nas áreas de hormonologia, endocrinologia e metabologia, explica que a medicina metabólica avalia fatores como resistência à insulina, inflamação, composição corporal, sono, estresse, hormônios, saciedade, função intestinal e gasto energético, investigando as causas biológicas, hormonais e comportamentais que levaram ao ganho de gordura e à dificuldade de emagrecer.

"Essa abordagem de emagrecimento se diferencia das tradicionais porque não trata apenas o excesso de peso, nem foca somente em dieta restritiva e redução calórica. O objetivo deixa de ser apenas perder peso rapidamente e passa a ser recuperar saúde metabólica, preservar massa muscular e promover resultados sustentáveis", esclarece o médico.

A obesidade está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica, condição que também aumenta o risco cardiovascular pela combinação de alterações. Segundo a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, o excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, está relacionado a distúrbios metabólicos e à resistência à insulina.

O Dr. Danilo Madanês reforça que outros fatores metabólicos como alterações hormonais — tireoide, cortisol, testosterona, estrogênio —, inflamação crônica, privação de sono, estresse elevado, sedentarismo, perda de massa muscular — como a sarcopenia —, alterações intestinais, uso de alguns medicamentos e oscilações frequentes de dieta restritiva podem dificultar o emagrecimento ou propiciar a estagnação da perda de peso.

Dados laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde, analisados em estudo publicado na SciELO Brasil, estimaram prevalência de 38,4% de síndrome metabólica na população brasileira. A ocorrência da condição foi mais frequente entre mulheres, idosos e indivíduos com menor escolaridade, indicando fatores de risco metabólicos em diferentes grupos da população.

Protocolos personalizados de emagrecimento

Para o médico, acompanhar apenas o peso do paciente pode gerar interpretações erradas, frustrações e até desmotivação. Segundo ele, durante um processo saudável de emagrecimento, o paciente pode perder gordura e ganhar massa muscular ao mesmo tempo, mantendo o peso semelhante na balança, mas melhorando muito sua saúde e estética corporal.

"Olhar apenas para o peso já não é suficiente no acompanhamento. A balançã mostra o total do corpo, mas não diferencia gordura, músculo, água ou retenção líquida. Dois pacientes podem ter exatamente o mesmo peso e apresentarem condições metabólicas completamente diferentes", comenta o profissional.

O Dr. Danilo Madanês destaca que a análise da composição corporal contribui para resultados mais eficientes e saudáveis porque permite entender de forma precisa como o organismo está funcionando. Com as informações, é possível individualizar estratégias nutricionais, suplementação, treino e tratamento medicamentoso, evitando perda muscular e favorecendo maior eficiência metabólica.

Segundo o médico, protocolos prontos ou padronizados frequentemente falham porque ignoram individualidade biológica, histórico clínico, composição corporal e resposta metabólica de cada paciente. Além disso, o profissional enfatiza que o acompanhamento contínuo permite corrigir estratégias, otimizar e evitar períodos de estagnação dos resultados e garantir que o tratamento continue eficiente e sustentável ao longo do tempo.

"Ajustes ao longo do tratamento são fundamentais porque o metabolismo é dinâmico, por alterar a estruturação corporal, ou mesmo a rotina, muitas coisas podem mudar. O corpo se adapta constantemente à alimentação, exercício, rotina, sono, estresse e medicações. Um acompanhamento médico com estratégias individuais com total controle medicamentoso é fundamental para o sucesso", afirma o Dr. Danilo Madanês.

Para ele, emagrecimento saudável não deve significar cansaço, fraqueza ou perda de qualidade de vida. Quando o metabolismo é tratado de forma integrada, ocorre melhora da disposição, energia, sono, foco, desempenho físico e bem-estar geral.

"Isso acontece porque estratégias adequadas preservam massa muscular, estabilizam glicemia, melhoram perfil hormonal e reduzem inflamação. O paciente não busca apenas pesar menos, mas funcionar melhor física e mentalmente", declara o especialista.

Um estudo publicado na revista Jama Network Open e repercutido pelo Correio Braziliense indicou que a perda moderada de peso na vida adulta pode estar associada à redução do risco de doenças crônicas e da mortalidade por todas as causas. Os resultados também reforçam a importância da adoção de hábitos saudáveis e de estratégias sustentáveis de emagrecimento para a manutenção dos benefícios ao longo do tempo.

Para mais informações, basta acessar: drdanilomadanes.com/