Política Eleições
Disputa pelo Senado, visita de Lula e força de Riedel movimentam bastidores da política em Mato Grosso do Sul
Com definições eleitorais se aproximando, partidos aceleram articulações, pesquisas redesenham cenários e lideranças ampliam protagonismo na corrida por cargos estratégicos em 2026
18/06/2026 14h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A política de Mato Grosso do Sul vive dias de intensa movimentação nos bastidores. Enquanto partidos ajustam estratégias para as eleições de 2026, pesquisas eleitorais, visitas presidenciais e disputas internas por vagas majoritárias começam a desenhar o cenário que deverá dominar os próximos meses.

Um dos focos das articulações está no Partido Liberal (PL), que aguarda a definição da executiva nacional sobre os dois nomes que representarão a legenda na disputa pelo Senado Federal. Quatro lideranças participaram do processo de avaliação interna: o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.

A escolha será baseada exclusivamente no desempenho dos pré-candidatos em pesquisas eleitorais contratadas pelo partido. Os levantamentos foram realizados pelos institutos Quaest e Paraná Pesquisas e já estão sob análise da direção nacional da legenda.

Segundo Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, a decisão deve ser anunciada até o fim de junho. A expectativa é de que a definição encerre uma das principais disputas internas do partido e permita o início da organização das campanhas para uma eleição que promete ser altamente competitiva.

Enquanto isso, no Progressistas (PP), a senadora Tereza Cristina segue como uma das principais lideranças políticas do Estado. Ao comentar os desafios enfrentados pela gestão da prefeita Adriane Lopes em Campo Grande, a parlamentar reconheceu que problemas como a falta de medicamentos, filas na saúde e questões de infraestrutura podem repercutir no ambiente eleitoral.

Apesar disso, Tereza ressaltou que parte dessas dificuldades é histórica e destacou investimentos que deverão ser realizados por meio de emendas parlamentares, especialmente para fortalecer a rede de saúde da Capital.

A senadora também voltou a ser questionada sobre seu futuro político nacional. Embora tenha reafirmado que seu principal objetivo para o próximo ano é disputar a presidência do Senado Federal, não descartou completamente a possibilidade de integrar uma chapa presidencial. Segundo ela, qualquer decisão dependerá da construção de consenso entre os partidos do campo de centro-direita.

No campo da esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará a Mato Grosso do Sul na próxima semana. A visita ocorrerá em Ponta Porã, onde o presidente participará da entrega de 1.390 títulos de regularização fundiária para assentados de diversos municípios do Estado.

A agenda fortalece a presença do governo federal em Mato Grosso do Sul e ocorre em um momento em que o PT tenta ampliar sua competitividade regional. O principal nome do partido para a disputa ao Governo do Estado é o ex-deputado federal Fábio Trad, que vem intensificando agendas e ampliando sua exposição política.

Entretanto, os números mais recentes mostram um cenário favorável ao atual governador Eduardo Riedel (PP). Pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) aponta Riedel com 46,18% das intenções de voto, percentual que lhe garantiria vitória ainda no primeiro turno.

Fábio Trad aparece na segunda colocação com 15,31%, seguido por João Henrique Catan (Novo), com 7,53%, Renato Gomes (DC), com 4,72%, Jefferson Bezerra (Agir), com 1,28%, e Lucien Rezende (PSOL), com 1,15%.

Os números reforçam a posição de vantagem do atual governador e indicam que, neste momento, a principal disputa política no Estado pode estar mais concentrada na composição das alianças e na corrida pelas vagas ao Senado do que propriamente na liderança da corrida pelo Governo.

Com definições importantes previstas para as próximas semanas, a tendência é que o cenário político sul-mato-grossense fique ainda mais aquecido. Entre articulações partidárias, pesquisas, visitas presidenciais e estratégias eleitorais, 2026 já começou nos bastidores da política estadual.