Mato Grosso do Sul Rota Bioceânica
Rota Bioceânica impulsiona desenvolvimento e consolida Mato Grosso do Sul como nova potência logística da América do Sul0
Com ponte 90% concluída e turismo já em expansão, projeto estratégico apoiado pelo governador Eduardo Riedel atrai investimentos, gera oportunidades e coloca o Estado no centro das relações comerciais com a Ásia
23/06/2026 15h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Saul Schramm

Mato Grosso do Sul está cada vez mais próximo de viver uma transformação econômica histórica. Com a Ponte Internacional da Rota Bioceânica já alcançando 90% de execução entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, o Estado se consolida como protagonista de um dos projetos de infraestrutura mais importantes da América do Sul.

A obra, tratada como prioridade pelo governador Eduardo Riedel, já começa a produzir resultados antes mesmo de sua conclusão. O turismo cresce, novos investimentos surgem e empresários ampliam suas operações apostando no potencial de uma rota que promete aproximar o Brasil dos mercados asiáticos e transformar a economia regional.

Com cerca de 3,9 mil quilômetros de extensão, o Corredor Bioceânico ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, conectando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Na prática, a nova rota reduzirá significativamente o tempo de transporte de mercadorias para a Ásia, fortalecendo a competitividade dos produtos brasileiros e ampliando oportunidades para empresas sul-mato-grossenses.

Enquanto a logística internacional se prepara para uma nova realidade, o turismo já sente os primeiros efeitos positivos. A expectativa é de crescimento de até 30% no primeiro ano de funcionamento da rota e de até 70% nos anos seguintes, números que animam empresários, gestores públicos e investidores.

A movimentação é visível em Porto Murtinho, cidade que se tornou símbolo do novo momento econômico de Mato Grosso do Sul. O aumento da procura por passeios, hospedagens e atividades ligadas à obra da ponte demonstra que o corredor já desperta curiosidade e interesse de visitantes brasileiros e estrangeiros.

Turistas paraguaios que tradicionalmente visitavam apenas Bonito agora ampliam seus roteiros para destinos como Jardim, Bodoquena e Campo Grande. Ao mesmo tempo, novas atividades turísticas surgem na região, incluindo cicloturismo, passeios fluviais e eventos temáticos que fortalecem a economia local.

No setor empresarial, o otimismo também cresce. Empresas da região já investem em infraestrutura, tecnologia e ampliação de capacidade para atender à demanda que deverá surgir com a entrada em operação do corredor.

A expectativa é que Mato Grosso do Sul se transforme em um dos principais polos logísticos do continente, atraindo centros de distribuição, indústrias e empreendimentos voltados ao comércio internacional.

Esse avanço é resultado de uma estratégia adotada pelo governo de Eduardo Riedel, que tem tratado a Rota Bioceânica como uma das principais alavancas para o desenvolvimento econômico estadual. A gestão estadual tem atuado na articulação com os países envolvidos, na preparação da infraestrutura e na atração de investimentos para aproveitar o potencial do corredor.

Além dos benefícios para o comércio exterior, especialistas destacam que a nova rota contribuirá para a geração de empregos, fortalecimento do turismo, expansão dos serviços e inclusão econômica de regiões historicamente afastadas dos grandes centros logísticos.

Com a reta final das obras se aproximando, Mato Grosso do Sul deixa de ser apenas uma passagem estratégica no mapa brasileiro para assumir um papel central nas conexões comerciais entre América do Sul e Ásia. O projeto, considerado um divisor de águas para o Estado, reforça o momento de crescimento vivido por Mato Grosso do Sul e projeta um futuro de novas oportunidades para municípios, empresários e trabalhadores.