Política Eleições
Convenções aceleram disputa em MS e agosto deve marcar formação dos maiores blocos para a eleição
MDB marca convenção para 1º de agosto, enquanto o PT aguarda Lula para definir a chapa ao Senado
15/07/2026 14h00
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul entra em uma de suas fases mais decisivas. Com o início oficial do período de convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, as principais forças políticas do Estado intensificam as articulações para definir candidaturas, alianças e estratégias que vão nortear a campanha de outubro.

No campo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP), o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou sua convenção estadual para o dia 1º de agosto, em Campo Grande. A expectativa é que a data reúna também os partidos aliados do chamado "grupão", formado por legendas como PP, PL, União Brasil e PSDB, consolidando um dos maiores blocos políticos da disputa estadual.

Presidente estadual do MDB, o ex-senador Waldemir Moka afirmou que a prioridade da legenda será fortalecer sua representação no Legislativo. Segundo ele, o partido trabalha para eleger ao menos três deputados estaduais, conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados e contribuir para a reeleição do governador Eduardo Riedel.

Embora cada partido realize sua convenção de forma independente, as lideranças articulam um grande encontro político no mesmo dia para demonstrar unidade do grupo que sustenta o governo estadual. O PL também marcou sua convenção para 1º de agosto, enquanto o PSDB realiza, no próximo dia 21 de julho, uma reunião interna para definir as chapas proporcionais antes de participar do ato conjunto com os aliados.

Esquerda tenta unificar candidatura ao Senado

Do outro lado do cenário político, o Partido dos Trabalhadores também acelera as negociações. A convenção estadual da sigla foi marcada para 26 de julho, mas a principal definição deverá ocorrer antes mesmo do encontro partidário.

O deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) aguardam uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir a estratégia da federação na disputa pelas duas vagas ao Senado.

A proposta construída pelas lideranças estaduais prevê que Vander seja o candidato titular, enquanto Soraya assuma a primeira suplência. A composição, entretanto, ainda depende da palavra final de Lula e da direção nacional dos partidos.

A mudança representa uma inflexão na estratégia da esquerda em Mato Grosso do Sul. Inicialmente, PT e PSB estudavam lançar dois candidatos ao Senado, aproveitando o fato de que o eleitor poderá votar em dois nomes na eleição deste ano. No entanto, a avaliação interna passou a ser de que uma candidatura única reduziria a dispersão de votos e aumentaria a competitividade do grupo.

Soraya Thronicke, eleita senadora em 2018, deixou o Podemos durante a janela partidária e filiou-se ao PSB como parte da construção da aliança com o PT. A filiação ocorreu após entendimentos com a direção nacional petista e integra o projeto de fortalecimento da base de apoio ao presidente Lula no Estado.

Agosto definirá o tabuleiro eleitoral

As convenções que serão realizadas até 5 de agosto vão oficializar candidaturas, coligações e chapas proporcionais, encerrando meses de negociações nos bastidores.

Enquanto o bloco liderado por Eduardo Riedel busca demonstrar unidade em torno da reeleição do governador e da montagem de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal, o campo apoiado pelo presidente Lula concentra esforços para definir sua estratégia ao Senado e fortalecer a presença da esquerda na disputa estadual.

Com alianças praticamente desenhadas, as próximas semanas serão decisivas para consolidar o cenário político de Mato Grosso do Sul antes do início oficial da campanha eleitoral.