A saúde pública de Campo Grande recebeu um novo reforço financeiro após o Governo de Mato Grosso do Sul homologar propostas que garantem R$ 15,4 milhões em recursos federais para ampliar ações e fortalecer o atendimento oferecido pelo município. A medida contempla serviços de média e alta complexidade e investimentos em equipes que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (6), por meio de resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), após solicitações feitas pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande junto ao Fundo Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde. A homologação estadual é uma das etapas necessárias para a liberação dos valores.
Do total aprovado, R$ 14,7 milhões serão destinados ao custeio da Média e Alta Complexidade (MAC), área que envolve atendimentos especializados, procedimentos de maior complexidade e serviços realizados pela rede conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os recursos estão divididos em duas propostas: uma no valor de R$ 4 milhões e outra de R$ 10,7 milhões, ambas destinadas à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande.
Além do reforço no custeio, a Capital também foi contemplada com R$ 719,9 mil para aquisição de duas unidades móveis de atendimento, em formato de furgões adaptados, que serão utilizados pelas equipes de Consultório na Rua.
Os veículos serão destinados às equipes que atuam na Vila Carvalho e na região da Dona Neta, ampliando a assistência para pessoas em situação de vulnerabilidade que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços tradicionais de saúde.
A medida foi formalizada pela Resolução CIB/SES nº 1.337, de 31 de julho de 2026, assinada pelo secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, e pelo presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, Janssen Portela Galhardo.
Com a liberação dos recursos, a expectativa é fortalecer a estrutura de atendimento especializado da Capital e ampliar a presença da saúde pública em regiões onde a população enfrenta maior dificuldade de acesso.
O investimento chega em um momento de pressão sobre a rede municipal de saúde, marcada por alta demanda por atendimentos especializados e pela necessidade de manutenção dos serviços hospitalares e ambulatoriais que dependem de financiamento contínuo.
A aplicação dos valores deverá seguir os planos apresentados pelo município ao Ministério da Saúde, com foco na manutenção da assistência e na expansão das ações voltadas principalmente aos pacientes que dependem exclusivamente do SUS.