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Dois marcos da cirurgia robótica redefinem a saúde no Brasil
Em 2026, a cirurgia robótica alcançou dois marcos históricos no Brasil: a prostatectomia robótica passou a ter cobertura obrigatória nos planos de ...
10/08/2026 13h08
Por: WK Notícias Fonte: Agência Dino

Dois eventos marcaram 2026 como um ano de inflexão para a cirurgia robótica no Brasil. Em abril, a prostatectomia radical assistida por robô passou a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde, tornando-se a primeira cirurgia robótica com esse status no país. Em julho, o Brasil realizou sua primeira telecirurgia robótica intermunicipal, com remoção de tumor renal maligno a mais de 2.380 quilômetros de distância, utilizando conexão via satélite. Os dois marcos representam avanços concretos no acesso à medicina de alta complexidade e colocam a urologia robótica no centro das discussões sobre o futuro da saúde masculina no Brasil, tanto nos grandes centros quanto nas regiões mais distantes do país.

Planos de saúde passam a cobrir a cirurgia robótica da próstata

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, em dezembro de 2025, a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, tornando-se a primeira cirurgia robótica com cobertura obrigatória pelos planos de saúde no Brasil.

O procedimento passou a vigorar a partir de 1º de abril de 2026, seguindo recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), publicada em outubro de 2025, e foi respaldado pela Lei nº 14.454/2022, que determina a inclusão automática no rol da saúde suplementar de procedimentos já aprovados para o sistema público. A decisão, que repercutiu na imprensa mineira e nacional, foi detalhada pelo Estado de Minas e aprofundada no blog do Dr. Fernando Marsicano, que explica os impactos práticos da nova cobertura para pacientes com câncer de próstata em Belo Horizonte.

Para o Dr. Fernando Marsicano, urologista com mais de 30 anos de experiência em Belo Horizonte e especialista em cirurgia robótica urológica, "a decisão da ANS corrige uma desigualdade histórica no acesso à tecnologia". Segundo o especialista, "a prostatectomia robótica oferece maior precisão cirúrgica, menor perda sanguínea, tempo de internação reduzido e melhores taxas de preservação da continência urinária e da função erétil em comparação às técnicas convencionais, resultados que justificam plenamente sua inclusão no rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde".

Brasil realiza primeira telecirurgia robótica intermunicipal

Em julho de 2026, o Brasil registrou um marco inédito na história da medicina: a primeira telecirurgia robótica para remoção de tumor renal realizada com médico e paciente em cidades diferentes. O urologista Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), conduziu o procedimento a partir de Salvador, na Bahia, enquanto o paciente, um homem de 56 anos com Parkinson, estava internado no Hospital Cassems, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a 2.380 quilômetros de distância.

A cirurgia, denominada nefrectomia parcial robótica, durou quatro horas, removeu um tumor maligno de 6,2 centímetros e foi transmitida via internet por satélite Starlink, sendo apenas a segunda vez no mundo em que a tecnologia foi utilizada nesse tipo de procedimento. O paciente recebeu alta em menos de 24 horas após o término do procedimento.

Na avaliação do Dr. Fernando Marsicano, a telecirurgia robótica representa um salto qualitativo no acesso à saúde de alta complexidade para regiões distantes dos grandes centros. Ele afirma que "a barreira geográfica historicamente impediu que pacientes em cidades menores tivessem acesso a cirurgiões especializados em urologia robótica, e a telecirurgia abre uma perspectiva concreta de democratização desse acesso, desde que acompanhada de infraestrutura digital adequada, baixa latência de sinal e protocolos rígidos de segurança clínica".

Descentralização da robótica e o papel de Belo Horizonte

Apesar dos avanços, a distribuição geográfica da tecnologia robótica ainda é desigual no Brasil. A ANS reconhece que a maior parte dos equipamentos permanece nas grandes capitais e que a interiorização da tecnologia segue como um desafio estrutural do sistema de saúde brasileiro.

A expectativa do órgão regulador é que a inclusão da prostatectomia robótica no rol obrigatório estimule novos investimentos por parte da saúde privada na ampliação da capacidade instalada em regiões com menor oferta do procedimento, contribuindo para reduzir progressivamente essa assimetria no acesso à cirurgia robótica urológica em todo o território nacional.

Dr. Fernando Marsicano ressalta que "Belo Horizonte ocupa uma posição estratégica nesse cenário, com estrutura hospitalar já habilitada para a realização de cirurgias robóticas urológicas de alta complexidade, incluindo a prostatectomia radical robótica agora coberta pelos planos de saúde". Na visão dele, "a combinação entre a regulação ampliada pela ANS, os avanços práticos em telecirurgia e a presença de centros de referência consolidados como os existentes em Belo Horizonte representa o caminho mais consistente para que a medicina robótica deixe de ser privilégio de poucos e se torne uma realidade concreta e acessível para o conjunto da população masculina brasileira".

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Assessoria de Imprensa.