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Casa própria fica mais perto: Feirão da Emha terá mil subsídios para famílias de Campo Grande
Benefício pode chegar a R$ 16 mil e será destinado conforme a renda; imóveis terão valor máximo de R$ 250 mil e empresas participantes deverão conceder pelo menos R$ 6 mil de desconto
10/08/2026 14h40
Por: Tatiana Lemes
Foto: Divulgação/PMCG

Para milhares de famílias de Campo Grande que ainda enfrentam dificuldades para juntar o dinheiro da entrada de um imóvel, uma nova oportunidade começa nesta quarta-feira (12). O 11º Feirão Habita Campo Grande – ViraCG Habitação reúne construtoras, incorporadoras e imobiliárias e terá como principal atrativo mil subsídios do programa Bônus Sonho de Morar, da Emha.

A iniciativa foi regulamentada pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários e prevê R$ 9,6 milhões em subsídios para ajudar famílias de baixa renda a viabilizar a compra do primeiro imóvel.

O valor do benefício não será igual para todos. Ele será definido de acordo com a renda familiar.

Confira quanto cada família pode receber

Do total de mil cotas, 400 serão de R$ 16 mil para famílias com renda mensal bruta entre um salário mínimo e R$ 3,2 mil.

Outras 200 famílias poderão receber R$ 8 mil, destinadas à faixa de renda entre R$ 3.200,01 e R$ 5 mil.

As 400 cotas restantes terão valor de R$ 4 mil e atenderão famílias com renda entre R$ 5.000,01 e o limite de cinco salários mínimos.

Além do dinheiro público, existe outro incentivo: as empresas que aderirem ao programa precisam oferecer desconto mínimo de R$ 6 mil para os beneficiários habilitados.

Com isso, uma família que receber o subsídio máximo de R$ 16 mil poderá ter pelo menos R$ 22 mil em abatimentos, considerando também o desconto obrigatório da empresa.

Imóvel precisa estar dentro das regras

Não basta apenas ter renda dentro do limite. Para participar, o interessado precisa cumprir uma série de requisitos.

É necessário estar inscrito no cadastro geral da Emha até o encerramento do feirão, ter renda familiar de até cinco salários mínimos, não possuir imóvel registrado em seu nome e não ter sido beneficiado anteriormente por programas habitacionais de interesse social com recursos públicos.

O interessado também precisa se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida ou em outro programa de Habitação de Interesse Social vigente. As exigências também devem ser observadas pelos integrantes que compõem a renda familiar, incluindo cônjuge ou companheiro.

Casas e apartamentos terão limite de preço

Outro ponto importante para quem pretende aproveitar o feirão é o valor máximo dos imóveis.

Para casas e apartamentos, o preço de venda não poderá ultrapassar R$ 250 mil. Depois da aplicação do desconto obrigatório, o saldo a ser financiado deverá ficar em até R$ 244 mil.

Também haverá possibilidade de aquisição de terrenos, com valor máximo de R$ 150 mil e saldo financiado de até R$ 144 mil após o desconto.

Os imóveis oferecidos pelas empresas participantes precisam ser compatíveis com as regras de financiamento do Minha Casa, Minha Vida.

Onde e quando fazer a inscrição

As inscrições serão realizadas presencialmente durante o feirão, entre os dias 12 e 22 de agosto, das 10h às 20h, com exceção dos domingos.

O atendimento acontece no Pátio – O Shopping do Centro, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central de Campo Grande.

A recomendação para quem pretende participar é verificar previamente se atende aos critérios do programa e manter o cadastro habitacional atualizado.

Uma chance para reduzir o valor da entrada

O principal obstáculo para muitas famílias que conseguem pagar as parcelas de um financiamento não é necessariamente a prestação, mas o dinheiro exigido para iniciar o negócio.

É justamente nesse ponto que o programa pretende atuar: o subsídio municipal ajuda a complementar a entrada, enquanto o desconto mínimo das empresas reduz ainda mais o valor necessário para fechar a compra.

Para as famílias que se enquadram nas menores faixas de renda, o benefício de R$ 16 mil, somado ao desconto obrigatório de R$ 6 mil, pode representar uma redução significativa no valor inicial necessário para sair do aluguel e entrar no financiamento do primeiro imóvel.

O feirão, portanto, não representa apenas uma exposição de imóveis, mas uma oportunidade de reunir subsídio público, desconto privado e financiamento habitacional em uma mesma negociação.