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Câmara de Campo Grande amplia contrato de eventos em R$ 72 mil e aposta em acessibilidade com curso de Libras
Segundo aditivo com a Attivar Eventos aumenta em 13,86% o valor global do contrato; na mesma data, Legislativo certificou nova turma de Libras e chegou a 79 pessoas capacitadas desde 2022
17/08/2026 14h15
Por: Tatiana Lemes
Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Campo Grande ampliou em R$ 72.497,20 o contrato firmado com a empresa Attivar Eventos Ltda., responsável pela prestação de serviços relacionados à organização de eventos da Casa de Leis. O segundo termo aditivo foi publicado nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial do Legislativo e representa um acréscimo de 13,86% sobre o valor global do contrato.

A contratação prevê despesas relacionadas a festividades e homenagens. Além do aumento no valor, o novo termo modifica a forma de pagamento estabelecida no contrato original e acrescenta a previsão de garantia contratual.

O documento foi assinado pelo presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), e pela representante da empresa, Joyce Guimarães Salles.

A contratação da Attivar já havia sido homologada pela Câmara em 2025, quando a empresa foi declarada vencedora do Pregão Eletrônico nº 002/2025, com valor de R$ 500 mil para serviços de organização e assessoria de eventos destinados ao Legislativo.

Enquanto o Legislativo amplia os recursos destinados à realização de eventos, a instituição também vem utilizando a Escola do Legislativo para desenvolver ações de capacitação e acessibilidade.

Nesta segunda-feira, a Câmara certificou 17 novos alunos do Curso Básico de Libras, iniciativa gratuita aberta tanto aos servidores quanto à população. Com a conclusão da quarta turma, o programa alcançou 79 pessoas capacitadas desde 2022.

A formação busca transformar o conhecimento em Libras em uma ferramenta prática de atendimento. Entre os participantes estão servidores que já começaram a utilizar os sinais aprendidos em seus ambientes de trabalho, inclusive no atendimento de pessoas surdas na área da saúde.

A técnica em enfermagem Vanilda Maria de Lima, por exemplo, trabalha em uma UPA e em um Caps e relatou que passou a ser acionada quando pacientes surdos chegam para atendimento. Para ela, o curso deixou de ser apenas uma capacitação e passou a ter aplicação direta na rotina profissional.

DA SALA DE AULA PARA O ATENDIMENTO

A turma teve 40 horas de formação, com aulas teóricas e práticas. Os conteúdos envolveram desde aspectos históricos e legais relacionados à comunidade surda até o aprendizado de sinais utilizados em situações cotidianas.

Os alunos aprenderam alfabeto manual, cumprimentos, pronomes, família, números, cores, verbos, transporte, locais públicos, sentimentos, alimentação, política e comunicação.

A professora e intérprete Helga Pereira destacou que o principal resultado da iniciativa é levar o conhecimento para diferentes ambientes e ampliar as possibilidades de comunicação com a população surda.

Para o presidente Papy, a capacitação dos servidores é uma das formas de melhorar o atendimento oferecido pelo poder público. A Câmara também disponibiliza interpretação em Libras durante sessões ordinárias e audiências públicas.

PROJETO DEVE AVANÇAR

A procura pelo curso básico também abriu espaço para uma nova etapa. A Câmara prevê oferecer, no próximo ano, uma formação intermediária em Libras, permitindo que os alunos que concluíram o primeiro nível continuem avançando.

A iniciativa, segundo a Casa, pretende ampliar o número de pessoas capazes de estabelecer uma comunicação básica com surdos e, consequentemente, reduzir barreiras no acesso aos serviços públicos.

Assim, enquanto o Diário Oficial registra a ampliação de um contrato voltado a festividades e homenagens, a Câmara também consolida uma ação permanente de capacitação em acessibilidade — duas frentes distintas que passam a integrar a agenda do Legislativo da Capital.