Depois de uma noite de incertezas sobre o preço da gasolina, os motoristas de Mato Grosso do Sul receberam uma notícia melhor nesta quinta-feira (10): o combustível deve chegar às bombas com impacto menor no bolso. A expectativa no Estado é de uma redução de aproximadamente R$ 0,12 no litro da gasolina e de R$ 0,19 no etanol.
A mudança acontece justamente quando o mercado enfrentava uma nova pressão provocada pela alta do petróleo no cenário internacional. A Petrobras chegou a comunicar um aumento no preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas corrigiu a informação horas depois. O valor passou a ser mantido em R$ 3,05 por litro, com o efeito tributário representando uma redução de R$ 0,19 por litro na comparação com o preço praticado até quarta-feira.
O que está por trás da mudança é uma alteração na política federal para os combustíveis. A redução dos impostos sobre a gasolina e o etanol foi adotada para tentar amortecer, no mercado interno, a pressão provocada pela disparada das cotações internacionais do petróleo.
No caso da gasolina, o governo reduziu em R$ 0,63 por litro a cobrança de PIS/Pasep e Cofins. Já para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, representando uma desoneração de R$ 0,19 por litro. A medida começou a valer nesta quinta-feira e tem vigência inicialmente até 9 de outubro.
Alívio chega após meses de pressão
Para quem abastece em Mato Grosso do Sul, a redução chega depois de um período de forte oscilação nos preços. A escalada do petróleo provocada pela crise no Oriente Médio vinha pressionando os combustíveis brasileiros e reduzindo o efeito das medidas adotadas anteriormente para segurar os preços.
Em Campo Grande, por exemplo, a gasolina comum chegou à primeira semana de setembro com preço médio de R$ 6,26 por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Agora, a expectativa é que a desoneração seja gradualmente percebida pelo consumidor. O valor final, porém, não depende exclusivamente da Petrobras ou do governo federal. Distribuidoras e postos possuem suas próprias margens comerciais, o que significa que a redução pode variar de um estabelecimento para outro.
Governo também tenta segurar alta do diesel
Enquanto gasolina e etanol tiveram os tributos reduzidos, o governo criou um novo mecanismo para tentar conter a pressão sobre o diesel. A medida autoriza uma subvenção de até R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário no primeiro período.
A ideia é evitar que a disparada das cotações internacionais seja integralmente repassada ao mercado brasileiro. O benefício, contudo, é temporário e poderá ser alterado conforme o comportamento do petróleo e das condições de oferta.
Para o consumidor sul-mato-grossense, o resultado imediato é a perspectiva de uma pequena folga na hora de abastecer. Depois de semanas de pressão, gasolina e etanol entram em uma nova fase de preços, agora com a carga tributária federal reduzida.