A Câmara Municipal de Campo Grande deu um passo importante nesta quinta-feira (15) na articulação para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os buracos nas vias da Capital. Pelo menos nove vereadores já assinaram o documento que solicita a instauração da investigação; faltaria apenas mais uma assinatura para que o pedido alcançasse o mínimo de dez apoios exigidos para ser encaminhado à Procuradoria da Casa de Leis.jd1noticias
O tema dominou os trabalhos da manhã. A sessão ordinária chegou a ser suspensa para que os parlamentares se reunissem a portas fechadas e debatessem a viabilidade e o alcance da possível CPI. Segundo a assessoria de comunicação da Câmara, os vereadores retomaram as votações ainda nesta quinta-feira.jd1noticias
A proposta pretende apurar possíveis irregularidades nos contratos, na execução e na fiscalização dos serviços de tapa-buraco realizados pela Prefeitura de Campo Grande. A iniciativa é da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e busca esclarecer a aplicação dos recursos públicos, a qualidade das obras e as razões para a deterioração das ruas e avenidas da cidade.correiodoestado.com+1
Para que a CPI seja formalmente instaurada, o requerimento precisa reunir o apoio de pelo menos um terço dos 29 vereadores — ou seja, dez parlamentares. Após atingir esse número, o documento será analisado pela Procuradoria da Câmara, que poderá recomendar ou não a abertura da comissão.correiodoestado.com+1
Além da articulação pela CPI, os vereadores aprovaram um requerimento para convocar André de Moura Brandão, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), para prestar esclarecimentos sobre a operação de tapa-buracos na Capital. A convocação representa uma tentativa de obter informações diretas da pasta responsável pelas intervenções nas vias.jd1noticias
O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), acompanha o movimento e havia informado, na manhã desta quinta, que oito vereadores haviam assinado o pedido. Durante a sessão, porém, mais um parlamentar aderiu à proposta, elevando o total para nove assinaturas.jd1noticias
O debate ocorre em um contexto de crescente cobrança popular e institucional. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul já investiga suspeitas envolvendo os serviços de tapa-buraco e ajuizou ações de improbidade administrativa relacionadas ao tema, no âmbito da Operação Buraco Sem Fim.jd1noticias
A própria Câmara registra a dimensão da demanda: no primeiro semestre deste ano, quase 9 mil das 24.673 indicações apresentadas pelos vereadores tratavam de pedidos de tapa-buraco.jd1noticias
Com nove apoios, a articulação está a uma assinatura do limite regimental. Se o décimo vereador aderir, o pedido seguirá para análise da Procuradoria da Câmara, que avaliará os requisitos formais e o objeto da investigação antes de recomendar — ou não — a criação da CPI.correiodoestado.com+1
O resultado dos próximos dias deve mostrar se a Câmara conseguirá reunir a maioria mínima necessária para transformar a insatisfação com os buracos em uma investigação parlamentar formal.