Domingo, 01 de Março de 2026
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Vídeo: deputado denuncia “modelo esquerdista” em escolas públicas

Jordy afirma que o desgoverno do Lula acabou com o programa das escolas cívico-militares para priorizar o “modelo esquerdista

28/08/2023 às 15h34 Atualizada em 28/08/2023 às 15h41
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar o encerramento do Pecim (Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares), estabelecido durante a gestão Bolsonaro (PL), o deputado federal Carlos Jordy (PL/RJ) denunciou divulgando um vídeo que mostra uma apresentação para alunos de uma escola, que não foi identificada qual e nem em qual cidade do país, que não tem nada de educativo.

 

Jordy afirma que o desgoverno do Lula acabou com o programa das escolas cívico-militares para priorizar o “modelo esquerdista, doutrinando e influenciando crianças ao comportamento sexual”, advertiu.

 

No vídeo Lula diz que “Não é obrigação do MEC (Ministério da Educação e Cultura) cuidar disso. O MEC tem que garantir a educação civil igual para todo e qualquer filho de brasileiro”.

 

Mas cenas que são vistas é uma apresentação uma pessoa vestida com uma cabeça de cavalo, dançando de uma forma sexual em uma escola. A letra fala sobre cavalos no cio e com uma mensagem que deturpa a imagem da mulher. É possível ver nas imagens que as crianças têm idade entre 6 e 8 anos.

 

Mas porque o governo Lula quis acabar com as escolas cívico-militares? O que há de diferentes nelas?

 

Apesar da similaridade na denominação, as escolas cívico-militares não são iguais aos colégios militares, que estão ligados a entidades como o Exército, as Polícias Militares e os Bombeiros.

Nos colégios militares, os alunos passam por uma seleção para ingressar na unidade de ensino e devem seguir uma série de condutas pertinentes à carreira militar. Além disso, os professores nesses colégios são militares com formação em licenciatura. 

Já as escolas cívico-militares são escolas comuns da rede pública de ensino que passaram por uma militarização. Os professores continuam sendo civis, assim como a equipe pedagógica. Os militares entrariam para auxiliar a gestão, principalmente na parte disciplinar.

A criação do programa usou dois argumentos principais como justificativa: o de que a inserção de militares nas escolas deveria coibir a violência, e o bom rendimento dos colégios militares, que também seria uma meta das escolas cívico-militares.

O que mudará para os alunos das escolas cívico-militares?

Por enquanto, pouca coisa deve mudar. O MEC anunciou que as escolas que fazem parte do programa não serão fechadas, apenas voltarão ao sistema regular de ensino. Como tanto equipe de professores, quanto e a equipe pedagógica, foi formada por civis, não deverá haver grandes impactos na educação desses estudantes.

Alguns Estados já anunciaram que vão permanecer com as escolas ligadas ao Pecim funcionando de forma cívico-militar. A diferença é que os recursos para a manutenção desse modelo não virão mais pelo programa.

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