Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Esquerda articula manifestação após ato gigantesco da direita

A manifestação é uma resposta ao ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

05/03/2024 às 11h29
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A esquerda decidiu articular um ato depois da enorme manifestação da direita no dia 25 de fevereiro na Avenida Paulista, e que reuniu 750 mil pessoas (segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O ato será realizado por sindicatos e movimentos sociais, no próximo dia 23 de março, nas 27 capitais brasileiras.

A manifestação é uma resposta ao ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das pautas que serão levantadas no evento é a prisão do ex-chefe do Executivo.

Os atos da esquerda serão organizados pelos movimentos de esquerda Frente Povo Sem Medo (FPSM) e Frente Brasil Popular. No último dia 27 de fevereiro, apenas dois dias após a gigantesca manifestação de direita na Avenida Paulista, os coletivos se reuniram com representantes do PT, PCdoB e PSOL e líderes de movimentos sociais para definir a data da mobilização.

Mesmo a manifestação ocorrer em todo o país, a concentração maior será em São Paulo e Salvador. Na capital paulista, segundo relatos de lideranças de esquerda que participaram da reunião para organizar o evento, um dos motivos para um maior esforço seria justamente o resultado obtido por Bolsonaro no dia 25 de fevereiro.

Está prevista, durante o ato, a leitura de uma carta onde será defendida a prisão de Bolsonaro e seus aliados. Conforme os organizadores, a escolha da data seria para relembrar o início do regime militar. O acontecimento se deu no dia 31 de março de 1964, porém as frentes de esquerda disseram que adiantaram uma semana por causa do feriado da Páscoa.

Além da prisão do ex-presidente e dos demais investigados pela Polícia Federal, a manifestação também terá como pauta o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. É comum que movimentos e partidos de esquerda costumem endossar os posicionamentos ideológicos do Hamas, inclusive apoiando os métodos utilizados por eles para imposição de suas pautas.

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*Com informações Agência Estado

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