Sábado, 24 de Janeiro de 2026

Diplomatas brasileiros suspeitam de possível manipulação eleitoral por parte de Maduro

O prazo para inscrições encerrou à meia-noite de terça-feira (26)

26/03/2024 às 11h11
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Diplomatas e assessores do Palácio do Planalto estão acompanhando com preocupação a acusação feita pela filósofa Corina Yoris, uma opositora de Nicolás Maduro, sobre sua incapacidade de se inscrever para concorrer às eleições presidenciais na Venezuela.

Segundo essas fontes, esse cenário levanta questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral venezuelano e sua irreversibilidade. O prazo para inscrições encerrou à meia-noite de terça-feira (26).

Na segunda-feira (25), assessores demonstraram a impossibilidade de realizar o registro ao tentarem se inscrever através de um computador conectado ao site do Conselho Nacional Eleitoral.

Nas plataformas de mídia social, a ex-deputada María Corina Machado, que era a candidata da oposição até sexta-feira passada (22), afirmou que existe uma conspiração em andamento para impedir o registro de Corina Yoris.

Em 2023, María Corina obteve 92% dos votos nas eleições primárias da oposição. No entanto, em janeiro de 2024, o Tribunal Supremo da Venezuela confirmou a suspensão de seus direitos políticos por 15 anos.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, um aliado de Nicolás Maduro, pediu a prisão de María Corina Machado por traição à pátria.

Enquanto a oposição continua tentando registrar o nome de Corina Yoris, o atual presidente Nicolás Maduro foi confirmado como candidato do governo e teve sua candidatura registrada com sucesso.

Diplomatas expressam ceticismo em relação ao cumprimento do Acordo de Barbados, que inclui a realização de eleições limpas e democráticas. "Maduro perde o argumento de que as eleições serão justas e transparentes", destaca um membro do Ministério das Relações Exteriores.

No Palácio do Planalto, há uma percepção de "desgaste" e "fadiga" diante dos esforços contínuos para proteger o processo democrático na Venezuela, apesar dos sinais contraditórios emitidos pelo governo venezuelano.

Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República e ex-ministro das Relações Exteriores, recentemente dialogou com representantes da oposição venezuelana e da Noruega, mediadora do Acordo de Barbados.

Apesar das preocupações nos bastidores, o Brasil decidiu não assinar um comunicado, divulgado nesta segunda-feira (25) por países latino-americanos, que criticava a exclusão da candidata Corina Yoris das inscrições presidenciais.

Argentina, Costa Rica, Equador, Guatemala, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai assinaram o comunicado.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela desde março de 2013, busca sua reeleição para um terceiro mandato.

Em 2018, Maduro foi reeleito com 67% dos votos, embora a participação tenha sido de menos da metade dos eleitores registrados, em uma eleição marcada por alegações de fraude e falta de transparência.

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*Com informações G1

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