Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Delação de ex-PM revela suposta recompensa milionária por assassinato de Marielle Franco

Ronnie Lessa afirma que contratantes prometeram loteamentos no Rio de Janeiro avaliados em R$ 100 milhões aos executores do crime contra a vereadora

27/05/2024 às 10h12
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Ronnie Lessa, ex-policial militar, fez revelações chocantes em sua delação à Polícia Federal, implicando o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil/RJ) e seu irmão, Domingos Brazão (conselheiro do TCE-RJ), no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol/RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. Segundo Lessa, os indivíduos contratados para executar o crime receberiam como recompensa dois loteamentos na Zona Oeste do Rio de Janeiro, avaliados em impressionantes R$ 100 milhões.

O ex-policial enfatizou que o montante envolvido não se tratava apenas de uma oportunidade para ganhar dinheiro fácil, mas sim de um investimento significativo. A suposta intenção por trás da recompensa era estabelecer uma milícia na região dos loteamentos, visando lucrar com atividades ilegais, como exploração de gatonet, venda de gás e outros serviços clandestinos. Além disso, havia a suspeita de que a milícia seria utilizada para influenciar o cenário eleitoral local, uma vez que, nas palavras de Lessa, "a manutenção da milícia traria votos".

O ex-PM também revelou que não foi contratado como um simples assassino de aluguel, mas sim para fazer parte de uma "sociedade", participando ativamente dos planos do crime. Segundo sua delação, ele se encontrou três vezes com os irmãos Brazão para planejar o assassinato, sendo Domingos o mais ativo nas conversas. Esses encontros ocorreram em locais escuros, propícios para negociações secretas.

Quanto aos detalhes do crime em si, Lessa admitiu ter utilizado uma metralhadora fornecida pelos mandantes do crime e afirmou saber atirar "relativamente bem". Ele também mencionou o sargento Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé, como cúmplice do assassinato, alegando que este foi responsável por entregar a arma que tirou a vida de Marielle.

O assassinato brutal de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes ocorreu em 14 de março de 2018, quando o carro da vereadora foi seguido e alvejado pelos criminosos no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. As revelações feitas por Ronnie Lessa acrescentam novos capítulos a essa trágica história, colocando em destaque os possíveis motivos por trás desse crime hediondo.

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*Com informações Poder 360

 

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