Sábado, 13 de Julho de 2024
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Servidores do INSS iniciam greve nacional por reajuste salarial

Paralisação compromete análise de benefícios e atendimento nas agências em meio a impasse com o governo federal

11/07/2024 às 07h49
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo, iniciaram uma greve nacional nesta quarta-feira (10), devido à falta de acordo com o governo federal sobre reajuste salarial. A paralisação inclui tanto os trabalhadores presenciais nas agências quanto os que atuam em home office, ameaçando comprometer a análise de concessão de benefícios como aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial (exceto perícia médica) e a análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias.

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Mesmo após várias rodadas de negociação, não houve consenso sobre o reajuste salarial da categoria. O Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no estado de São Paulo (SINSSP) aprovou a criação de um comando de greve, com a primeira reunião agendada para a próxima sexta-feira (12), para discutir os próximos passos do movimento.

O INSS conta com 19 mil servidores ativos, sendo 15 mil técnicos responsáveis pela maioria dos serviços da instituição, além de 4 mil analistas. Atualmente, 50% dos servidores ainda trabalham remotamente, em home office.

Os servidores também planejam iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (16). Este movimento, convocado pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), foi comunicado à ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, e ao presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

No documento, a entidade de classe informa que, após análise das propostas apresentadas pelo governo, considerou que houve poucos avanços na negociação. O texto critica o governo por não apresentar uma proposta que fortaleça a carreira do Seguro Social e por piorar a situação com o alongamento da carreira de 17 para 20 níveis e a criação de uma gratificação de atividade. A proposta apresentada não cobre as perdas salariais da categoria, que superam os 53% no último período. A entidade destaca ainda que o acordo da greve de 2022 não foi cumprido pelo governo.

A Fenasps explica que no dia 31 de julho encerra o prazo para o INSS se adequar à Instrução Normativa 24 (IN24), que transforma os atuais programas de Gestão em Programas de Gestão e Desempenho. Isso pode aumentar a pressão para o cumprimento de metas, permitir desconto salarial no caso de metas não atingidas e possibilitar a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores.

Com a paralisação em curso e a perspectiva de uma greve por tempo indeterminado, a população que depende dos serviços do INSS pode enfrentar sérias dificuldades, enquanto os servidores buscam a valorização de suas carreiras e a compensação das perdas salariais acumuladas.

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*Com informações Pleno News

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