Sexta, 23 de Janeiro de 2026

Diretora do Serviço Secreto dos EUA renuncia após falhas na segurança de comício de Trump

Kimberly Cheatle assume "total responsabilidade" pelo fracasso na proteção do ex-presidente e enfrenta investigações em curso

23/07/2024 às 11h44
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Kimberly Cheatle, diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, pediu demissão nesta terça-feira (23), em resposta às intensas críticas e pressões após a falha de segurança durante o comício de Donald Trump em Butler, Pensilvânia, onde o ex-presidente foi alvo de uma tentativa de assassinato.

A decisão de Cheatle seguiu a crescente demanda de legisladores, que exigiam sua renúncia após o incidente ocorrido na segunda-feira. Em uma audiência no comitê da Câmara dos Representantes, Cheatle descreveu a tentativa de assassinato como o "maior fracasso operacional" do Serviço Secreto em décadas, assumindo total responsabilidade pelo ocorrido.

Durante o evento, Trump foi atingido de raspão na orelha por um tiro disparado por um jovem de 20 anos, que se posicionou em um telhado a cerca de 140 metros de distância do ex-presidente. O atirador foi abatido por agentes do Serviço Secreto após ter sido identificado como uma ameaça iminente, mas a falha na segurança foi amplamente criticada.

O Departamento de Segurança Nacional (DHS), que supervisiona o Serviço Secreto, anunciou no domingo (21) a abertura de uma investigação independente sobre o atentado, a pedido do presidente Joe Biden. A investigação, que contará com a participação de figuras políticas de peso como Janet Napolitano e Frances Townsend, tem prazo de 45 dias para ser concluída.

Durante a audiência, os republicanos manifestaram descontentamento com a recusa de Cheatle em responder a muitas das suas perguntas, levantando dúvidas sobre a transparência e a eficácia da colaboração do Serviço Secreto com as investigações em curso. A pressão política e pública intensificou a situação, culminando na renúncia da diretora, que agora enfrenta o escrutínio das investigações para entender o que deu errado na operação de segurança.

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*Com informações EFE

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