Domingo, 31 de Agosto de 2025

Trump endurece restrições e ameaça impacto econômico: “Liberdade de expressão não é negociável”

Nova política barra estrangeiros e suspende vistos de estudantes, mas fragiliza imagem dos EUA como polo acadêmico

28/05/2025 às 12h09
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Em uma nova ofensiva contra estrangeiros, o governo de Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (28), um pacote de restrições de vistos que promete barrar a entrada de pessoas acusadas de “censurar” americanos. A medida, apresentada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, foi divulgada como uma defesa da liberdade de expressão, mas levanta preocupações sobre impactos econômicos e diplomáticos.

“Estrangeiros que trabalham para minar os direitos dos americanos não devem ter o privilégio de viajar para o nosso país”, afirmou Rubio, reforçando que a política é um marco no enfrentamento à censura internacional. No entanto, o alcance da decisão vai além do discurso político.

Estudantes como alvo principal
A ofensiva do governo também inclui a suspensão de entrevistas para vistos de estudantes, em meio a acusações contra universidades americanas. Harvard, epicentro da polêmica, foi temporariamente bloqueada de admitir alunos internacionais, sob alegações de encobrir discriminação e fomentar práticas antissemitas. Apesar de a Justiça ter revertido a decisão, o impacto da medida é evidente.

Para muitos especialistas, o endurecimento das triagens pode afastar talentos internacionais e prejudicar universidades. A nova diretriz obriga agentes consulares a investigar redes sociais de aplicantes e arquivar qualquer conteúdo considerado “prejudicial”, ampliando a burocracia e os atrasos no processo.

Risco à economia e à diplomacia
Estudantes estrangeiros movimentaram mais de US$ 43,8 bilhões na economia americana e geraram cerca de 378 mil empregos no último ano, segundo a Associação de Educadores Internacionais (NAFSA). A nova política, no entanto, ignora esse impacto, reforçando um discurso de prioridade ao controle ideológico e à segurança.

Contradição entre valores e práticas
Enquanto Trump defende a liberdade de expressão como pilar inegociável da sociedade americana, críticos apontam que a medida fere a imagem dos EUA como líder global em educação e inovação. A restrição pode afastar parcerias internacionais e consolidar a percepção de que o país adota políticas excludentes, mesmo em áreas historicamente abertas, como a academia.

Com essa escalada, o governo Trump pode estar mirando no controle ideológico, mas corre o risco de atingir o coração da economia e da diplomacia americana. O preço dessa política, dizem analistas, será pago muito além das fronteiras dos Estados Unidos.

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*Com informações Veja

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