Domingo, 21 de Julho de 2024
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Bioeconomia pode gerar faturamento anual de US$ 284 bi até 2050

Emissões de carbono podem ser reduzidas em cerca de 550 milhões de ton

16/03/2023 às 17h35
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Levantamento se concentrou em processos de bio inovações das indústrias existentes
Levantamento se concentrou em processos de bio inovações das indústrias existentes

Levantamento inédito realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prevê que a implementação da bioeconomia no Brasil pode proporcionar um faturamento industrial anual de US$ 284 bilhões até 2050.

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Para isso, segundo o estudo, o país precisa executar as ações previstas em três frentes:

  1. manter as atuais políticas para mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE),
  2. consolidar a biomassa como principal matriz energética em setores importantes da economia e
  3. intensificar o uso de tecnologias biorrenováveis.

Entre as principais contribuições do estudo está o levantamento de soluções que impactam o aumento da produtividade da agricultura, possibilitam a liberação de áreas que podem ser reaproveitadas por culturas energéticas e reduzem as emissões de gases de efeito estufa durante o processo produtivo.

O levantamento se concentrou em processos de bio inovações das indústrias existentes e que estão em fase de desenvolvimento, e a partir delas os pesquisadores conseguiram estimar valores de investimentos e de receita.

Um dos processos avaliados está soluções para soluções para confinamento de gado, fixação de carbono no solo, novas variedades de vegetais de alto rendimento por hectare, fixação biológica de nitrogênio (FBN) e controle biológico.

Todas elas são capazes de otimizar o uso do solo e produção de biomassa com baixa emissão de carbono, iniciativas essas que utilizam recursos renováveis da floresta

Bioeconomia pode reduzir emissão de carbono

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Com o avanço da bioeconomia, no cenário o estudo pontuou que as emissões de carbono podem ser reduzidas em cerca de 550 milhões de toneladas, especialmente em decorrência do crescimento de biocombustíveis, bioquímicos e outros produtos de origem biológica no Brasil.

Principalmente no quesito de transição energética e o uso de biomassa como principal fonte de energia para a implementação de tecnologias de baixo carbono.

O estudo “Potencial do impacto da bioeconomia para a descarbonização do Brasil” foi desenvolvido a partir de uma parceria da Embrapa Agroenergia com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), Laboratório Nacional de Biorrenováveis do Centro de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBR/CNPEM), Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai/CETIQT) e Laboratório Cenergia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cenergia/UFRJ).

O documento avalia distintas trajetórias para o Brasil até o ano de 2050, a partir das quais propõe três cenários potenciais da bioeconomia no contexto de transição energética no Brasil, sendo o último considerado ponto fundamental do documento, com a adoção mais intensificada da bioeconomia.

“O estudo é resultado de um amplo esforço conjunto de organizações que são referências em pesquisa e bioinovação no Brasil. Nele, evidenciamos as oportunidades ambientais, econômicas e sociais oriundas do desenvolvimento da bioeconomia avançada no Brasil. Esperamos que o resultado sirva de base para agentes públicos e privados pautarem as políticas de economia verde em nosso País”, comenta o presidente executivo da ABBI, Thiago Falda.

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