Nesta segunda-feira (23), Israel realizou ataques aéreos de "intensidade sem precedentes" contra alvos estratégicos no centro de Teerã, conforme anunciou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. As operações, conduzidas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), focaram na Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e outras instalações consideradas símbolos do regime iraniano.
Segundo Katz, as forças israelenses atingiram locais como a sede da Basij, o quartel-general de segurança interna do IRGC e a prisão de Evin, conhecida por abrigar presos políticos. Ele reforçou que as ações visam punir o regime iraniano e sua estrutura repressiva. "Os ataques continuarão com força total enquanto houver ameaças contra Israel", declarou.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis contra Israel, embora parte deles tenha sido interceptada. Entre os alvos atingidos em Teerã estão bairros densamente povoados, como a Rua Jordan, e a Universidade Shahid Beheshti. Até o momento, não há informações sobre vítimas em decorrência dos bombardeios na capital iraniana.
O veículo iraniano Mizan confirmou danos à prisão de Evin, mas afirmou que a situação está sob controle, enquanto o jornal Nournews tentou tranquilizar familiares dos detidos, assegurando que estão seguros.
Além de Teerã, Israel realizou um novo ataque à instalação nuclear subterrânea de Fordow, um dos locais nucleares mais importantes do Irã. Segundo a IDF, a operação visou "interromper a acessibilidade" do local, complementando o bombardeio realizado pelos EUA no sábado (21).
Enormes nuvens de fumaça cobriram partes de Teerã após os ataques, reforçando a escalada de tensão entre os dois países, com impactos em toda a região do Oriente Médio.
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*Com informações Metrópoles