Sexta, 23 de Janeiro de 2026

EUA sancionam brasileiros ligados ao Mais Médicos em nova retaliação diplomática

Ministro da Saúde rebate sanções e afirma que Brasil não se curva a ataques contra ciência e vacinação

14/08/2025 às 09h43
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O governo dos Estados Unidos voltou a subir o tom contra o Brasil e anunciou nesta quinta-feira novas sanções que atingiram servidores brasileiros ligados ao programa Mais Médicos. Os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral da COP30, foram cancelados.

Segundo Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, as sanções atingem funcionários de países como Brasil, Cuba e nações africanas envolvidos no programa, classificado por Washington como um “esquema de exportação de trabalho forçado” por Cuba. O Departamento de Estado alegou que o programa teria burlado o embargo norte-americano à ilha caribenha, enviando salários por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em resposta, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o Mais Médicos como iniciativa que “salva vidas” e tem aprovação da população. Em publicação no X, Padilha enfatizou que o Brasil não se curvará a “quem ataca as vacinas, os pesquisadores e a ciência”.

A retaliação atual não tem relação direta com as sanções anteriores, que em julho atingiram oito ministros do STF, e reflete, segundo analistas, a postura pessoal de Rubio contra o regime cubano. O programa Mais Médicos, desde sua criação, supriu a carência de profissionais de saúde em regiões remotas do Brasil, garantindo atendimento a milhares de brasileiros em áreas vulneráveis.

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*Com informações Metrópoles

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