Sexta, 23 de Janeiro de 2026

Crise diplomática se agrava: EUA ameaçam sancionar mais autoridades brasileiras após desaforos de Moraes e Dino

Decisões do STF sobre processos internos e a postura firme de Alexandre de Moraes deixam Congresso e setor financeiro em alerta, enquanto Trump reforça pressão com a Lei Magnitsky

20/08/2025 às 11h06
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A tensão entre Brasil e Estados Unidos alcançou novo patamar após a escalada de ações envolvendo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e seu colega Flávio Dino. A gestão de Donald Trump sinalizou que poderá aplicar sanções adicionais previstas na Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, diante da condução inflexível de Moraes nos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e da decisão de Dino de barrar a aplicação automática de leis estrangeiras no país.

O Departamento de Estado norte-americano rebateu duramente a medida de Dino: “Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções”, enfatizando que o governo americano monitora não apenas Moraes, já considerado “tóxico” para empresas e indivíduos que buscam acesso aos EUA, mas também seus aliados que lhe dão “proteção material”. Entre os possíveis alvos estão figuras-chave do Congresso, como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Apesar das sanções, Moraes mantém ritmo acelerado no julgamento de Bolsonaro, previsto para setembro, reforçando a perspectiva de uma longa pena contra o ex-presidente. A postura firme do ministro provocou reações de juristas, políticos conservadores e analistas, que apontam risco de ampliação das punições americanas, incluindo bloqueio de ativos e restrições comerciais a seus aliados.

A decisão de Dino, que proíbe a execução de medidas estrangeiras sem autorização prévia do STF, gerou tensão no setor bancário. Instituições financeiras brasileiras enfrentam o dilema de cumprir ordens internacionais e, ao mesmo tempo, não infringir determinações do Supremo, sob pena de sofrer sanções nos EUA ou até mesmo punições no Brasil.

Especialistas alertam que a pressão norte-americana pode resultar em impactos econômicos diretos para bancos e empresas que mantêm relações com os sancionados, ampliando a instabilidade institucional. Enquanto isso, o Congresso brasileiro mantém respostas apenas protocolares, evitando confrontos diretos, e Eduardo Bolsonaro atua nos bastidores para modular a reação de Washington.

Críticos nos EUA classificam a sanção contra Moraes como politizada, desviando o propósito original da Lei Magnitsky, destinada a punir abusos de direitos humanos e corrupção. O risco agora é que a instrumentalização da lei seja ampliada, afetando autoridades e instituições brasileiras em plena disputa política interna.

A tensão evidencia um impasse delicado: enquanto Moraes e Dino reforçam autonomia do STF e do Judiciário nacional, os Estados Unidos intensificam a pressão, deixando claro que sanções adicionais podem atingir autoridades brasileiras em breve, com graves consequências políticas e econômicas.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias e siga nossas redes sociais. 

*Com informações Gazeta do Povo

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Escalada EUA–Venezuela: tensão cresce e clima de pré-operação militar domina o fim de semana
Venezuela x EUA Há 2 meses Em Internacional

Escalada EUA–Venezuela: tensão cresce e clima de pré-operação militar domina o fim de semana

Alerta aéreo, movimentação naval americana e sinais de guerra psicológica elevam o risco de uma operação ativa; oposição venezuelana observa e calcula seus próximos passos
Avião da Embraer com ministro a bordo pega fogo no Congo e liga alerta Internacional
Acidente Há 2 meses Em Internacional

Avião da Embraer com ministro a bordo pega fogo no Congo e liga alerta Internacional

O Jato Embraer ERJ-145, operado pela Airjet Angola, saiu da pista e pegou fogo durante o pouso em Kolwezi, na República Democrática do Congo, com o ministro da Mineração, Louis Watum Kabamba, e membros de sua equipe a bordo. Todos conseguiram evacuar antes que as chamas tomassem a aeronave. Autoridades investigam as causas do grave incidente, que repercute no setor aéreo internacional. Avião da Embraer com Ministro a Bordo Pega Fogo no Congo; Todos Sobrevivem
Chile define segundo turno e redesenha o mapa ideológico da região
Política Há 2 meses Em Internacional

Chile define segundo turno e redesenha o mapa ideológico da região

Primeiro turno mostrou uma forte fragmentação — a soma das candidaturas de direita dominou a disputa e deixa Kast em posição de favorito rumo ao segundo turno em 14 de dezembro. O resultado reposiciona a região ideologicamente e acende o debate sobre união das direitas e capacidade de coalizão da esquerda
Relações entre Brasil e Moçambique fazem 50 anos e Lula viaja ao país
Internacional Há 2 meses Em Internacional

Relações entre Brasil e Moçambique fazem 50 anos e Lula viaja ao país

Intercâmbio comercial os países foi de US$ 40,5 milhões em 2024