
A caminhada nasce como um grito do povo que não aceita o silêncio imposto, uma resposta direta ao avanço de decisões que, segundo organizadores, ferem princípios básicos do Estado Democrático de Direito. Em todo o Brasil, cresce a indignação diante de prisões consideradas arbitrárias, perseguições políticas e do uso seletivo das instituições. Para muitos, o cenário vivido hoje expõe uma ruptura grave entre a Justiça e o sentimento popular.
Os organizadores destacam que o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de medidas judiciais e restrições, tornou-se um símbolo da luta por liberdade, não apenas por uma pessoa, mas pelo direito de todo cidadão à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. “Quando a liberdade de um é atacada, a liberdade de todos está em risco”, afirmam lideranças do movimento.
Em Campo Grande, a convocação é encabeçada por nomes expressivos da direita sul-mato-grossense, como o vereador Rafael Tavares, André Salineiro e Ana Portela, além de lideranças comunitárias e civis que têm se posicionado de forma firme contra o que classificam como abusos de poder. Também se soma ao movimento o presidente do Conselho de Pastores do Mato Grosso do Sul, Wilton Acosta, reforçando que a defesa da liberdade é também uma bandeira espiritual e moral.
Segundo os organizadores, a caminhada será pacífica, ordeira e determinada, mas carregada de simbolismo. O objetivo é despertar o espírito de luta do povo brasileiro, romper a apatia e reafirmar que a soberania pertence ao povo, não a projetos de poder. “A história mostra que nenhuma nação se sustenta quando cala seu povo. O Brasil precisa reagir”, destacam.
Para aqueles que não poderão estar em Brasília, a mobilização em Campo Grande representa a chance de participar ativamente deste capítulo da história nacional. A caminhada será um ato de coragem cívica, fé e resistência, reunindo cidadãos que acreditam que liberdade não se negocia, se defende.