Sexta, 06 de Março de 2026
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Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país

Mato Grosso do Sul consolida uma nova matriz produtiva e lidera o crescimento da indústria de transformação no país. Nos últimos dez anos, o Estado...

06/03/2026 às 08h40
Por: WK Notícias Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul consolida uma nova matriz produtiva e lidera o crescimento da indústria de transformação no país. Nos últimos dez anos, o Estado vem passando por uma transformação estrutural inédita. De uma economia baseada quase exclusivamente na agropecuária, Mato Grosso do Sul passou a ocupar posição de destaque nacional na agroindústria e na indústria de transformação. Atualmente, o Estado lidera o crescimento da indústria de transformação no Brasil.

Segundo dados do IBGE, em uma década, o valor da transformação industrial (VTI) cresceu nominalmente 179% — a maior variação entre todos os estados brasileiros —, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões no período. O VTI é um indicador que mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado a partir da diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o desempenho está diretamente associado à estratégia adotada pelo Governo do Estado de apostar na agregação de valor à produção primária, no fortalecimento da agroindústria e na incorporação da agenda verde como eixo estruturante do desenvolvimento, combinando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e atração de novos investimentos.

O Estado também se consolida como um dos protagonistas nacionais na transição energética e na agenda verde, com destaque para a produção de bioenergia.

Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol de milho.

“O desempenho coloca o setor como um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico sul-mato-grossense”, avalia Verruck.

Com 22 usinas em operação, sendo três de etanol de milho, e outras três novas plantas em implantação, o Estado mantém diálogo permanente com o setor produtivo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Biosul, para garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável.

O Estado também tem o compromisso de se tornar território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, denominada Carbon Control.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que o desempenho recente de Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à construção de um ambiente favorável aos investimentos e à atuação integrada das entidades do setor produtivo.

>Segundo o IBGE, o VTI cresceu 179% em dez anos — a maior alta entre os estados.
>Segundo o IBGE, o VTI cresceu 179% em dez anos — a maior alta entre os estados.

“Estamos construindo há muito tempo esse ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. Não só a Federação das Indústrias, mas a Famasul, a Fecomércio, o Sistema S como um todo, fazendo com que o investimento privado chegue aqui e seja bem acompanhado. É muito difícil hoje implantar uma empresa em qualquer lugar do Brasil. E essa diferença de Mato Grosso do Sul, muitas vezes, não é entendida por outros estados, o motivo de sermos tão ágeis. Hoje, nós temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas. Isso é muito bem planejado. A implantação de uma empresa passa, primeiro, pela demanda empresarial. O empresário visita o Estado, procura conhecer os problemas que pode ter, como logística, mão de obra e energia. É uma série de ações construídas antes de o empresário finalizar a decisão de implantar a empresa em Mato Grosso do Sul”, afirmou o dirigente.

De acordo com Longen, esse ambiente tem feito a diferença e os números confirmam esse movimento. “Mato Grosso do Sul cresce a dois dígitos, deixando, muitas vezes, até a China para trás”, disse o presidente.

Ao comentar a mudança estrutural da economia estadual, Longen ressaltou o avanço da industrialização e da diversificação produtiva.

“Antigamente, o Estado produzia basicamente grãos. Depois começamos a industrializar, com o álcool. Veio o etanol, depois o etanol de milho, depois o açúcar, depois a energia de biomassa. Agora são os biocombustíveis, é a neoindustrialização. Temos a evolução do etanol de milho e também de outros produtos, como o sorgo, que já está em pauta. Também avançamos na proteína. Somos grandes produtores de carne bovina, suína, de aves e de peixe. O Estado evoluiu muito. Mato Grosso do Sul se tornou um grande produtor de amendoim, fruto da rotação de cultura da cana e de muitos anos de pesquisa. Temos o melhor amendoim do Brasil”, destacou.

Na avaliação do dirigente, a política de agregação de valor à produção local tem sido decisiva para atrair novos empreendimentos e consolidar o Estado como polo da indústria do agro.

“O que chamamos hoje de indústria do agro é justamente transformar aquilo que Mato Grosso do Sul produz. Um exemplo é o etanol de milho com o DDG, subproduto da produção que hoje já é exportado, com valor agregado muito elevado. Essa transformação daquilo que produzimos no Estado tem sido prioridade para o setor privado, para o governo estadual e também para os municípios. Essa transformação tem um objetivo muito claro. Os pilares estão bem definidos e vêm sendo perseguidos para que o Estado continue nesse caminho. Esse esforço fez de Mato Grosso do Sul a bola da vez”, avaliou.

Para materializar e comprovar, na prática, o ciclo de desenvolvimento industrial vivido por Mato Grosso do Sul, a trajetória da Metalfrio se apresenta como um dos exemplos mais representativos desse processo. 

A Metalfrio é uma empresa global, de origem brasileira, que está entre as líderes mundiais do setor de refrigeração comercial. Com um completo portfólio de produtos, atende às necessidades dos mais diversos tipos de estabelecimentos, levando a melhor tecnologia, durabilidade e o menor consumo de energia para você e seu negócio. Esta expertise, adquirida ao longo destes 60 anos, está presente em cada detalhe da linha de produtos, contribuindo para que marcas regionais e estabelecimentos comerciais se beneficiem com máxima eficiência, baixa manutenção, redução de custos operacionais e menor consumo de energia.

A consolidação da companhia no Estado teve início em 2005, com a implantação da primeira fase da fábrica de refrigeradores e freezers em Três Lagoas, atividade central do negócio da empresa. Desde então, a operação foi ampliada em outras duas etapas, até a transferência integral das atividades anteriormente realizadas em São Paulo.

>A Metalfrio é uma empresa global de origem brasileira e referência mundial em refrigeração comercial.
>A Metalfrio é uma empresa global de origem brasileira e referência mundial em refrigeração comercial.

“Em 2005, iniciamos a primeira fase de produção em Três Lagoas e, ao longo dos anos, concluímos outras duas etapas até a transferência total das operações de São Paulo. Essa decisão foi baseada na combinação entre infraestrutura, disponibilidade de mão de obra e incentivos fiscais, além do apoio dos governos local e estadual”, afirma Luiz Eduardo M. Caio, executivo da empresa.

“Duas décadas depois, mantemos uma operação consolidada, com capacidade de produzir até 500 mil equipamentos por ano, distribuídos em todo o Brasil e também para os países do Mercosul, gerando mais de mil empregos diretos e contribuindo de forma efetiva para a diversificação econômica do Estado”, acrescenta.

Segundo o executivo, os incentivos fiscais seguem sendo determinantes para a viabilidade da operação. “Eles são essenciais para compensar custos adicionais, especialmente os logísticos. Diante dos impactos previstos da Reforma Tributária a partir de 2028, confiamos na construção de soluções que preservem a competitividade e a sustentabilidade da nossa operação”, conclui.

Outro exemplo concreto da transformação industrial de Mato Grosso do Sul vem da Usina Sonora, instalada no município de Sonora, no norte do Estado de Mato Grosso do Sul. Fundada em 1976, com a primeira safra de cana-de-açúcar realizada em 1979, a unidade tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento econômico e social da região, ao ampliar oportunidades de emprego, renda e dinamizar a economia local e dos municípios do entorno, como Pedro Gomes, Itiquira e o distrito de Ouro Branco do Sul.

>A Usina Sonora produz 90 mil m³ de etanol por ano e contribui para fortalecer a matriz energética renovável do país.
>A Usina Sonora produz 90 mil m³ de etanol por ano e contribui para fortalecer a matriz energética renovável do país.

Segundo o diretor-presidente da Usina Sonora, Luca Giobbi, a trajetória da empresa está diretamente ligada ao desenvolvimento social e econômico da região.

“A Usina Sonora nasceu com o propósito de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para Sonora e para toda a região do entorno. Desde a primeira safra, em 1979, a unidade vem ampliando sua estrutura produtiva e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das famílias, fortalecendo a economia local e regional.”

Atualmente, a empresa produz o Açúcar Cristal Especial Sonora, comercializado nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. A capacidade instalada da unidade alcança 150 mil toneladas de açúcar bruto por ano.

A produção de etanol chega a 90 mil metros cúbicos anuais, abastecendo a frota interna da companhia e sendo comercializada nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, contribuindo para o fortalecimento da matriz energética renovável do país.

“Além do açúcar, avançamos fortemente na produção de etanol e na autossuficiência energética da unidade, o que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e com a transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Giobbi.

Outro pilar estratégico da operação é a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, por meio da biomassa da cana-de-açúcar, da hidrelétrica e da usina solar da empresa.

“Investimos continuamente na diversificação da nossa matriz energética, com biomassa, hidrelétrica e energia solar, como forma de garantir eficiência, sustentabilidade e segurança energética para o futuro”, afirmou.

A Usina Sonora emprega atualmente cerca de 1.800 colaboradores diretos, figurando entre os maiores empregadores da região, com impacto direto na geração de renda, no fortalecimento do comércio local e no apoio a iniciativas sociais, educacionais e comunitárias.

“Nosso papel vai além da produção industrial. Somos parte ativa do desenvolvimento social da região, apoiando projetos e iniciativas que geram oportunidades e fortalecem as comunidades locais”, ressaltou o dirigente.

Às vésperas de completar 50 anos de história, em 2026, a empresa projeta a continuidade de sua estratégia de crescimento sustentável.

“Celebrar cinco décadas é reconhecer uma trajetória construída com responsabilidade, inovação e respeito às pessoas. Nosso compromisso é seguir investindo, gerando oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento regional e para as próximas gerações”, concluiu Luca Giobbi.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Metalfrio e Usina Sonora

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