Quinta, 17 de Setembro de 2026

Campo Grande quer transformar calçadas e caminhos em rede de acessibilidade

Plano prevê conexão entre pontos de ônibus, serviços públicos e bairros e começa a receber sugestões dos moradores; consulta fica aberta até 23 de outubro

17/09/2026 às 13h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Divulgação/PMCG
Foto: Divulgação/PMCG

Uma mudança na forma como Campo Grande organiza os caminhos usados diariamente por pedestres está em discussão. A Prefeitura abriu consulta pública para receber sugestões sobre o Plano Municipal de Rotas Acessíveis, projeto que pretende criar uma rede de trajetos preparados para garantir que a população consiga chegar a serviços públicos e ao transporte coletivo com mais segurança e autonomia.

A proposta não trata apenas da reforma de calçadas. A ideia é fazer com que diferentes trechos funcionem como uma única rota, conectando locais de moradia, equipamentos públicos e pontos de ônibus. Para isso, o planejamento considera calçadas, rampas, travessias, piso tátil e os obstáculos que atualmente podem interromper o deslocamento de quem circula a pé.

O diagnóstico que embasa o projeto identificou situações bastante diferentes pela cidade. Em alguns pontos foram encontrados problemas como calçadas estreitas, ausência de sinalização tátil, rampas inadequadas, obstáculos, falta de manutenção e dificuldades nas travessias. Em determinados trajetos, a circulação chega a ser interrompida por árvores, postes, mobiliário urbano ou veículos estacionados irregularmente.

A intenção é justamente deixar de tratar esses problemas de maneira isolada. O plano estabelece uma rede que deverá aproximar transporte coletivo, saúde, educação, assistência social e outros equipamentos comunitários, criando percursos contínuos para os pedestres.

A implantação, porém, não deverá ocorrer de uma só vez. A proposta prevê um planejamento dividido em três períodos de cinco anos, começando em 2026 e avançando até 2041. A primeira fase concentra os projetos considerados prioritários, terminais de ônibus e equipamentos públicos de maior demanda. Nas etapas seguintes, a rede deverá ser ampliada até conectar os próprios equipamentos comunitários e os corredores de transporte.

Entre os pontos analisados durante a elaboração do plano estão o entorno do CCI Vovó Ziza, no Coophavilla II, além de equipamentos como Funcraf, CER/APAE e Centro de Especialidades Médicas. Os levantamentos serviram para verificar as condições reais dos trajetos entre os locais de atendimento e o transporte coletivo.

Agora, a população poderá interferir diretamente no conteúdo da proposta antes da sua tramitação. As contribuições podem ser encaminhadas à Planurb até 23 de outubro, pelo e-mail gabinete@planurb.campogrande.ms.gov.br. Também será possível fazer o protocolo presencialmente na agência.

Depois dessa etapa, está marcada uma reunião pública para 28 de outubro, às 18h, no auditório da Planurb. A audiência terá transmissão ao vivo pelo canal de Educação Ambiental da agência no YouTube.

A sede da Planurb fica na Avenida Calógeras, 356, no Bairro Glória, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa.

O projeto foi estruturado pelo Comitê de Acessibilidade e Mobilidade Urbana e está relacionado às diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), com foco na redução das desigualdades territoriais e na ampliação das condições de circulação para pedestres, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

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