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governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que não considera uma nova intervenção o caminho para resolver a crise da Santa Casa de Campo Grande. Em entrevista realizada nesta semana, ele defendeu que a própria instituição conduza uma reorganização administrativa e citou um passivo de aproximadamente R$ 600 milhões.
Para Riedel, uma intervenção envolveria não apenas questões jurídicas, mas também a definição de quem assumiria as dívidas do hospital. A contratualização dos serviços da Santa Casa com o SUS é feita pela Prefeitura de Campo Grande.
O governador afirmou ainda que o Estado continuará repassando recursos à instituição, mas quer vincular novos valores a produtividade, eficiência e transparência. Segundo ele, os repasses estaduais foram de R$ 98 milhões em 2024, R$ 149 milhões em 2025 e já somavam R$ 106 milhões até agosto deste ano.
A declaração ocorre após a Operação Antidotum, que investiga suspeitas envolvendo contratos da Santa Casa. O caso também trouxe novamente ao debate a situação financeira e administrativa do hospital.
Riedel afirmou que a Santa Casa é fundamental para o atendimento de saúde no Estado, mas sustentou que a instituição precisa apresentar maior controle sobre a aplicação dos recursos públicos.
Estado e Prefeitura também mantêm o compromisso de destinar R$ 4 milhões à Santa Casa para a compra de insumos. São R$ 3 milhões do governo estadual e R$ 1 milhão do Município.
A liberação depende, contudo, da formalização dos instrumentos necessários para a transferência e da comprovação da aplicação dos valores.
Enquanto a crise administrativa segue em discussão, cirurgias cardíacas pediátricas eletivas continuam suspensas, afetando pacientes que aguardam os procedimentos.