Sábado, 07 de Março de 2026
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TJMS terá canal de reclamações para a população

Ao acessar a plataforma digital, a pessoa terá que fazer um resumo do pedido junto com a receita médica digitalizada

22/11/2023 às 11h47
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Divulgação/TJMS
Foto: Divulgação/TJMS

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) vai abrir um canal virtual, com link no site do tribunal em que qualquer pessoa poderá fazer solicitações quando não tiver acesso a remédios receitados pelos médicos do SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com o TJMS, desde o começo deste ano, começaram a tramitar no Judiciário de Mato Grosso do Sul 545 ações judiciais na área da saúde pública a mais que durante 2022, quando 5.700 foram abertas.

A média mensal em 2023 é de 567 novos processos de pessoas em busca principalmente de cirurgias ortopédicas, internação em unidades de terapia intensiva, alimentação especial e outros medicamentos, além de consultas.

Ao acessar a plataforma digital, a pessoa terá que fazer um resumo do pedido junto com a receita médica digitalizada. O questionamento será encaminhado à prefeitura responsável pelo atendimento e o prazo para recebimento da solicitação é de 10 dias. “Mesmo que não houver resposta, após este período o sistema vai considerar que foi feita a intimação. Aí são mais três dias para responder. Tudo será acompanhado por uma equipe responsável por analisar cada pedido e fazer a intermediação, podendo inclusive interceder em casos urgentes na tentativa de agilizar o atendimento”, detalha o desembargador Nélio Stábile, responsável pelo projeto do Cejusc Saúde (Centro de Judiciário de Solução de Conflitos).

O objetivo é evitar a judicialização que gera altos custos aos cofres públicos. Recentemente, durante audiência na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (PSD) disse que em 2022 o montante de ações na área da saúde em Mato Grosso do Sul somou R$ 75 milhões. Em Campo Grande, conforme a Procuradoria-Geral do Município, são 43 milhões em procedimentos judicializados.

Ainda de acordo com o parlamentar, o tempo de espera para a primeira consulta em busca de cirurgia eletiva pelo SUS pode chegar a 18 anos no Estado. Um problema que afeta, ao menos, 14 mil pessoas na macrorregião da Capital.

Nélio Stábile lembra que além de problemas crônicos no SUS, o Estado atende muita gente de outros estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Moradores do Paraguai e da Bolívia também buscam atendimento aqui. O desembargador ainda ressalta que solicitações de medicamentos caros resultam em ações na Justiça: “Existem medicamentos oncológicos e imunoterápicos de altíssimo custo. Um deles, por exemplo, custa R$ 12 milhões a dose", destaca.

Ainda de acordo com Nélio Stábile, é preciso investir mais em mutirões, estímulo a hábitos saudáveis, campanhas de vacinação e prevenção: "O maior índice de cirurgias ortopédicas é por acidentes de trânsito, um dos motivos pelos quais é preciso investir em ações de conscientização".

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*Com informações Campo Grande News

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