Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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MPF abre investigação contra Google e Meta

Após apuração preliminar no ano passado envolvendo discursos de ódio propagados em publicações no YouTube e no Facebook, um inquérito foi aberto

23/01/2024 às 09h15
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Google, dona do YouTube, e a Meta, dona do Facebook, são investigadas pelo Ministério Público Federal de São Paulo. A investigação é para apurar como as plataformas combatem publicações com discurso de ódio contra as mulheres. A decisão foi assinada no último dia 12.

Após apuração preliminar no ano passado envolvendo discursos de ódio propagados em publicações no YouTube e no Facebook, um inquérito foi aberto. Um dos casos analisou publicações do influenciador digital Thiago Schoba, conhecido como “Thiago Schutz, coach de masculinidade”.

Até o ano passado, Schutz era réu por ameaça e violência psicológica contra mulheres na Justiça paulista. Em novembro, o processo foi suspenso e, desde então, Schutz precisa se apresentar à Justiça periodicamente. Schutz havia enviado a seguinte mensagem à atriz Lívia La Gatto, que satirizou o influenciador: “Processo ou bala, você escolhe”. Segundo o coach, ele foi “mal interpretado”.

Procurada, a Meta afirmou: “A Meta não permite discurso de ódio em suas plataformas e os Padrões da Comunidade proíbem qualquer conteúdo que ataque pessoas com base em suas características. Isso inclui etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual, classe social, gênero, identidade de gênero, doença ou deficiência”. A empresa acrescentou que revista o conteúdo por meio da inteligência artificial e de funcionários, e que incentiva denúncias a conteúdos impróprios.

Já a Google não respondeu.

 

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