
Em um posicionamento firme e responsável, os Conselhos Municipais de Pastores de Mato Grosso do Sul tornaram pública uma nota de repúdio em que declaram a nulidade absoluta da eleição realizada no último dia 11, na sede da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCVMS).
A manifestação reforça que o processo não atende aos requisitos previstos no estatuto do CONSEPAMS e, por isso, não possui qualquer validade jurídica ou reconhecimento institucional. O episódio, que já havia sido marcado por tensão e questionamentos desde sua realização, ocorreu em meio a controvérsias sobre sua legalidade .
De acordo com a nota, a convocação da assembleia apresenta inconsistências relevantes quanto ao cumprimento das exigências estatutárias, especialmente no que diz respeito à formalização, publicidade e comprovação dos requisitos essenciais à sua validade. Para os Conselhos, essas falhas comprometem diretamente a transparência e a legalidade do ato.
Outro ponto destacado é a fragilidade da legitimidade da assembleia. Há questionamentos consistentes quanto à participação dos membros presentes e à efetiva comprovação de sua representatividade institucional. As lideranças reforçam que qualquer deliberação só pode ser considerada válida mediante o rigoroso cumprimento das normas previstas no estatuto — o que, segundo a avaliação, não ocorreu.
Diante desse cenário, os Conselhos Municipais são categóricos: não reconhecem a eleição realizada, nem quaisquer deliberações, decisões ou diretoria dela decorrentes. A medida visa preservar a integridade institucional e garantir o respeito às normas que regem a entidade.
A nota também transmite segurança ao meio evangélico ao reafirmar que a atual Diretoria Executiva foi regularmente eleita e permanece no pleno exercício de seu mandato, com validade até dezembro de 2026, não havendo, até o momento, qualquer causa legítima de vacância ou interrupção.
Além disso, os signatários destacam que irão adotar todas as medidas cabíveis para restabelecer a ordem, tanto na esfera administrativa quanto judicial, reforçando que a iniciativa busca assegurar o cumprimento da lei e a estabilidade institucional.
Mesmo diante do impasse, o tom adotado pelas lideranças é de equilíbrio e responsabilidade, com um chamado à unidade da Igreja. A posição ressalta que a verdadeira comunhão se constrói com respeito às normas, transparência e fidelidade aos princípios cristãos, preservando a credibilidade e a missão espiritual da instituição.