
Lívio Leite, do União Brasil, foi empossado como vereador na Câmara de Campo Grande, ocupando a vaga de Claudinho Serra (PSDB), que está afastado até setembro. A posse, que durou poucos minutos e ocorreu sem cerimônia antes da sessão desta terça-feira (21), foi marcada pela rápida formalidade e pela presença de poucos vereadores, devido à indefinição sobre a data e o suplente a ser empossado.
O presidente da Câmara, Carlão (PSB), explicou que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) decidiu a favor da posse de Lívio, resolvendo uma disputa judicial entre suplentes. Em sua breve fala, Lívio destacou a defesa dos votos recebidos e o compromisso de lutar pelos interesses de Campo Grande.
A posse de Lívio Leite ocorreu após uma briga judicial envolvendo três suplentes: Gian Sandim (PSDB), Wellington de Oliveira (PSDB) e o próprio Lívio. A controvérsia surgiu porque Lívio trocou o PSDB pelo União Brasil durante a janela partidária, gerando debates sobre a fidelidade partidária e os direitos dos suplentes.
Claudinho Serra solicitou afastamento de 120 dias para tratamento de saúde, após já ter apresentado um atestado médico de um mês em abril, devido a um abalo psicológico. O vereador ficou preso por 23 dias em abril, durante a operação Tromper, sob suspeita de envolvimento em fraudes de licitações enquanto era secretário de Fazenda em Sidrolândia.
O afastamento de Claudinho começou a contar a partir de 30 de maio, e ele deve retornar às sessões da Câmara em setembro. Durante seu afastamento e prisão, Claudinho não receberá remuneração da Casa de Leis e não poderá se afastar novamente, pois o limite é de 150 dias conforme o regimento.
A disputa judicial pela vaga de Claudinho Serra envolveu argumentos sobre a fidelidade partidária. Lívio Leite, que deixou o PSDB para se filiar ao União Brasil, enfrentou contestação de outros suplentes que permanecem no PSDB. Estes argumentaram que a fidelidade partidária não se aplica aos suplentes, apenas aos vereadores com mandato ativo.
Com a decisão do TRE-MS, Lívio Leite já participa das sessões da Câmara e das votações, mesmo sem ter sua equipe nomeada ainda. A situação reflete a complexidade e as tensões políticas em torno das suplências e da gestão da Câmara de Campo Grande.
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*Com informações Midiamax