Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
Publicidade

Sede do PL em São Paulo é vandalizada por manifestantes do MST

Grupo utilizou tinta vermelha, lama e ovos para atacar o partido, acusando-o de apoiar medidas que flexibilizam a legislação ambiental

06/06/2024 às 10h50
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (5), a sede do Partido Liberal (PL) em São Paulo foi alvo de vandalismo por parte de manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cerca de 30 pessoas desceram de uma van e iniciaram o ato de vandalismo, utilizando tinta vermelha, lama e ovos para atacar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PL registrou um boletim de ocorrência (B.O.) sobre o incidente.

Segundo o MST, a ação teve como objetivo denunciar a atuação do partido e de outras siglas de direita na aprovação do "Pacote da Destruição", um conjunto de leis que busca flexibilizar a legislação ambiental. A Polícia Militar (PM) foi acionada para evitar confrontos e normalizar a situação, enquanto a Polícia Civil deve abrir um inquérito para investigar o caso e identificar os responsáveis.

Até o momento, não há uma estimativa do prejuízo causado pelo vandalismo. O "Pacote da Destruição", composto por 25 projetos de lei e três Propostas de Emenda à Constituição (PECs), é criticado pelo MST, que acusa muitos deputados que apoiam as propostas de fazerem parte de legendas conservadoras, como o PL. O ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, condenou o ataque nas redes sociais, classificando-o como um "ato contra a democracia" e exigindo investigação e punição para os responsáveis.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações Agência Estado

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 3 meses Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 3 meses Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.