Sexta, 23 de Janeiro de 2026

Justiça venezuelana ordena prisão de Edmundo González, principal opositor: “Perseguição política”, alega candidato

Mandado de prisão contra González aumenta tensões na Venezuela; oposição e líderes internacionais denunciam repressão do governo Maduro

03/09/2024 às 09h02
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Nesta segunda-feira (2), a justiça venezuelana emitiu um mandado de prisão contra Edmundo González, um dos principais candidatos da oposição, em um movimento que promete acirrar ainda mais as tensões políticas no país. A decisão veio após o Ministério Público acusar González de crimes como usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, instigação à desobediência às leis, associação para a prática de crimes e formação de quadrilha. O candidato nega todas as acusações, afirmando ser vítima de uma perseguição política orquestrada pelo governo de Nicolás Maduro para minar a oposição.

O mandado de prisão foi emitido depois que González não compareceu à sua terceira convocação para depor sobre o site Resultados com VZLA, que havia publicado supostas atas fraudulentas das eleições presidenciais de 28 de julho. González disputou a presidência contra Nicolás Maduro, e a oposição insiste que houve fraude eleitoral, elevando ainda mais as tensões no cenário político.

Maria Corina Machado, uma das principais líderes da oposição venezuelana, criticou duramente a ordem de prisão contra González. Em uma publicação na rede social X, ela afirmou que “Maduro perdeu todo o contato com a realidade” e classificou a ordem de prisão como uma ameaça ao “presidente eleito”. Machado ressaltou que o ato apenas fortalece a determinação do movimento oposicionista, destacando que “venezuelanos e democracias ao redor do mundo estão mais unidos do que nunca em nossa busca pela liberdade”.

A ordem de prisão de González, que ainda não foi executada, é vista pela oposição como mais uma estratégia de repressão do governo Maduro. A comunidade internacional também está acompanhando de perto a situação, com governos e organizações internacionais pedindo o respeito à democracia e aos direitos humanos na Venezuela. Líderes de países democráticos expressaram preocupação com a estabilidade do país e o impacto dos eventos internos na região e no mundo, enquanto cresce a pressão sobre o governo Maduro para que interrompa as ações de repressão contra opositores.

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*Com informações Terra Brasil

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