Sexta, 06 de Março de 2026
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Azambuja toma controle do PL e pode marcar a queda de Marcos Pollon e João Henrique Catan

A nova liderança estadual do PL pode selar o destino político dos deputados após aliança com o PSDB e reestruturação drástica no partido

16/09/2024 às 10h34
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A confirmação de que Reinaldo Azambuja (PSDB) assumirá a presidência estadual do Partido Liberal (PL) em 2024 pode significar um revés significativo para os deputados federais Marcos Pollon e João Henrique Catan. A mudança, anunciada pelo atual presidente estadual do PL, Tenente Portela, é vista como o fim da linha para a dupla, que havia tentado, sem sucesso, a candidatura à Prefeitura de Campo Grande.

A decisão de apoiar Beto Pereira (PSDB) nas eleições de outubro, em detrimento das candidaturas que Pollon e Catan tentaram promover, foi determinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A aliança com o PSDB, que promete um controle maior sobre o partido no Estado, resultou na remoção de Pollon da presidência do PL e na desintegração das candidaturas que ele havia construído como uma oposição ao PSDB, partido que ele critica como de esquerda.

Portela, ao assumir o partido, fez uma reestruturação drástica, mantendo apenas 17 das 40 pré-candidaturas anteriores e resultando em ações judiciais de insatisfeitos. Em Campo Grande, o PL indicou Coronel Neidy para a vice-prefeitura, um posto já escolhido pelo PSDB, e em Dourados, Giani Nogueira, esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, foi confirmada na mesma posição.

João Henrique Catan, o único opositor de Riedel na Assembleia Legislativa, enfrenta uma situação ainda mais delicada. Enquanto isso, Marcos Pollon, que não respondeu ao questionamento sobre possíveis ações judiciais para deixar o partido sem perder o mandato, observa a destruição de seus esforços políticos.

A recente decisão de Lucas de Lima, que conseguiu deixar o PDT sem perder seu mandato, levanta a possibilidade de que Pollon e Catan também busquem alternativas legais para contornar a nova liderança do PL. No entanto, Catan minimizou suas preocupações, afirmando que se concentra em atender seus eleitores e fortalecer a direita em Mato Grosso do Sul.

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*Com informações Investiga MS

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